Segundo o amigo Carlos Ferreira, os jogadores do Cametá entraram em greve. Fruto da falta de salários. Isso explica o acordo entre Remo e Cametá para que os dois jogos da decisão sejam em Belém, caso o Leão chegue a final.
Não sou um xiita anti-investimento público no futebol. A bola pode ser uma excelente maneira de se divulgar um município e atrair investimentos. Se não fosse o futebol, alguém saberia onde fica Mogi Mirim? Provavelmente não.
O investimento público porém, não pode ser a única fonte de dinheiro dos clubes. Que o poder público ajude nos primeiros passos, diminua seus investimentos gradativamente, até que o clube se torne independente. É a ordem natural na vida de todos nós também, não é?
No Cametá, aconteceu o contrário. O Mapará chegou a ter apoio de uma faculdade e de uma rede de farmácias local. Mas no uniforme deste ano, apenas a marca do banco estatal, estampada em todos os outros sete clubes. E olha que o Cametá esteve na decisão do Parazão. Não atraiu nenhum patrocínio?
E assim, restou apenas o poder público para apoiar o Mapará. E os investimentos para manter o clube na elite do Parazão, só aumentando. O prefeito Waldoli Valente paga as contas com prazer. Vira e mexe vai ao Parque do Bacurau assistir os jogos sempre sorridente. Mas e o próximo prefeito? Vai abrir os cofres.
Os dirigentes do Águia não quiseram ficar rezando por um alcaide fanático pela bola e foram atrás dos empresários locais. E conseguiram manter o time na Série C nacional, mesmo com a cidade tendo governantes que nem sabem para que lado fica o Zinho Oliveira.
"Ah, mas em Marabá tem mais dinheiro que em Cametá", vão dizer. Marabá nem sempre foi assim. Cabe ao prefeito mudar a história de vida de um município, de forma que atraia investidores e se desenvolva. Cametá tem peixe para vender. E não estou falando apenas do Mapará. Fazer um futebol melhor extrapola as fronteiras do futebol.
O torcedor agradece. A população, mais ainda.
blog excelente. parabéns.
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