domingo, 22 de abril de 2012

Leão de raça


O curto intervalo entre a derrota do Bahia e o primeiro jogo da decisão do Parazão jogou a favor do técnico Flávio Lopes. Não deu tempo de perceber que ele colocaria em Marabá um time com a mesma postura de Salvador. Porque se tivessem percebido, até as sempre sorridentes erveiras do Ver-O-Peso iriam torcer o nariz para o comandante remista.

Contra o Bahia, jogar na retranca foi um desastre total.  No Zinho Oliveira quase foi. Branco e Valdanes não são Junior e Lulinha. Branco que não conseguiu nem ser ele mesmo. A estrela que sempre brilhou diante da dupla Re-Pa, desta vez ficou apagada. Porque era o dia do goleiro Adriano ser a estrela. Justificou o apelido de "Paredão" dado pela torcida.

Sim, porque mesmo retrancado, o Remo levou sufoco quase todo o jogo.

Mas em uma das pouquíssimas chances reais de gol, marcou 1 a 0 com Fábio Oliveira. Fora isso, foi um jogo onde o Águia envolvia com seu toque de bola, e o Remo, buscava um contra-ataque para fazer o segundo gol.

Contra-ataque que não aparecia, porque Charles e Roberto não davam espaço. E porque o gás remista acabou rapidinho no calor infernal de Marabá. Restou ao menos a raça azul para segurar o resultado quando o time ficou sem goleiro. Adriano tentou cavar a expulsão de Branco, e cavou a sua própria. A esperteza engoliu o esperto.

O Remo pode até perder o jogo de volta por um gol de diferença que se classifica para a decisão do título e da vaga para a Série D contra o Cametá.

Pelo futebol que mostrou, a diretoria será capaz de matar e morrer para que a partida seja no Baenão.

Que desta vez, não haja confusão.

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