segunda-feira, 30 de julho de 2012

A magia do Mangueirão

É, o título deste texto pode até ser um tanto quanto indecente.

Menos indecente que a ideia que torcedores tem de que o Paysandu só pode atuar como time grande jogando em estádio pequeno e que por isso, deve abandonar de vez o Mangueirão.

Menos indecente com a quantidade de gols perdida pna noite desta segunda-feira.

O goleiro Marcelo Cruz também teve seus méritos.

Menor que o demérito de Kiros, que começa a fazer a torcida perder a paciência.

Indecente também o Águia, que mesmo com três volantes, era inseguro na defesa.

Mais indecente ainda foi o que os dois times fizeram no segundo tempo.

Erros e mais erros de passes.

Empate sem gols.

E o Papão chega a 5 pontos perdidos em casa.

Poderia estar com 13 e isolado na liderança.

É só o quarto, enquanto o Águia é quinto e fora da zona de classificação.

Paysandu e Águia precisam melhorar e é pra já.

O Azulão tem que dar samba contra o Salgueiro.

E o Papão, espantar a uruca contra Treze.

domingo, 29 de julho de 2012

Cresça e apareça

Quem tiver Facebook pode ver a foto. É so clicar.

Quem não tem, eu explico.

A foto mostra Thiago Cametá, lateral do Remo, atuando neste final de semana em uma decisão de um campeonato em Mocajuba, na região tocantina.

Fez isso no horário de folga.

Poderia jogar.

Mas deveria?

O que os jogadores locais precisam aprender é que não basta ter postura de profissional dentro de campo.

Ainda mais quando o comportamento fora dele é de um peladeiro.

Thiago poderia se machucar em um jogo desses.

Vale a pena arriscar?

Acredito que não.

Dida já não é nenhum garoto.

Thiago pode substituí-lo tranquilamente.

Mas não desse jeito.

Não basta ser adulto.

Tem que parecer um.

G-4 ou G-nada

A diretoria do Paysandu dormiu no ponto e Papão e Águia se enfrentam no Mangueirão, em um jogo em que quem vencer, será líder ao lado de Fortaleza e Icasa. E quem perder, sairá do G-4.

Sem querer, os cartolas bicolores acabaram fazendo com que os dois principais times do Pará no momento jogassem no principal estádio.

Melhor assim, porque se é grande como diz, o Paysandu tem que jogar em grandes estádios.

Alguém se lembra do Corinthians jogando recentemente no Parque São Jorge?

Ou do Flamengo atuando na Gávea?

Não né?

Então é no Olímpico que os bicolores vão ver Yago Pikachu de volta a ala direita.

Enquanto o destro Regis dá uma de Júnior e vai jogar de ala esquerda.

Se bem que ninguém espera um desempenho parecido com o do agora comentarista da Globo.

Um futebol parecido com o do empate contra o Santa Cruz estará de bom tamanho.

E é bom Kiros começar a voltar a marcar.

Pantico estará no banco pronto para estrear.

Já no gol, Dalton tenta deixar outra impressão.

As falhas no Arruda ainda são recentes.

Assim como as atuações de Paulo Rafael, de fora do restante da Série C.

Em todos os últimos confrontos entre Paysandu e Águia, sempre estava lá João Galvão.

Que como já é de costume, faz mistério.

A principal dúvida está no meio-campo.

O bocão pode colocar um terceiro volante, o experiente Marabá.

Ou então, escalar Juliano, o meio-campo que foi recontratado pelo Paysandu e horas depois, descontratado.

Se ele decidir o jogo, não há mais tempo para o Papão ficar arrependido.

Ganhando ou perdendo, um dos dois não poderá respirar.

A diferença do primeiro para o sétimo colocado é de apenas três pontos.

Em matéria de equilíbrio, o Grupo A é classe A.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Difícil de entender

Tudo leva a crer que Ronaldo estará no banco de reservas no jogo contra o Águia.

O preparador de goleiros vai retomar temporariamente a carreira depois que os Paulos, Wanzeller e Rafael, se machucaram e não devem mais voltar esse ano.

Aí me pergunto:

Paulo Eduardo não tem nem capacidade para sentar no banco de reservas do Paysandu?

O garoto deve estar feliz da vida com essa "moral".

E depois são garotos como ele que são chamados nos momentos mais difíceis.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Desculpas

Um problema na Internet de casa me impediu de postar o comentário sobre o jogo do Remo contra o Atlético Acreano.

Para você que sempre acompanha o blog, minhas sinceras desculpas.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Enquanto isso lá no Amazonas...

O Campeonato Amazonense de 2013 terá o apoio da Chevrolet.

Amazonense, aquele campeonato em que 10 equipes disputam uma vaga para a Série D.

Segundo o notícia do Globoesporte.com do Amazonas, o acordo foi intermediado pela CBF.

CBF, aquela entidade que o Coronel Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol, enche a boca para dizer que tem ótimo relacionamento.

Federação Paraense de Futebol, aquela que gerencia o principal campeonato estadual da região Norte, do qual vive de um contrato de tv com o governo do Estado.

Porque patrocinador, não tem.

Ninguém vai atrás.

O "próspero" futebol do Amazonas foi e conseguiu.

E assim vai o futebol paraense.

Ataque azul total

Vencer só não basta.

O Remo quer é convencer nesta terça-feira, diante do desconhecido Atlético Acreano, no Baenão.

Edson Gaúcho pode ser um técnico rígido nos seus métodos de trabalho, mas é o oposto na hora de escalar o time.

São praticamente quatro armadores.

Reis, Ratinho e Edu Chiquita são armadores convictos.

Johnattan, o jogador de mais "pegada" do quarteto, está bem longe de ser o "volante-volante".

Gosta de sair para o jogo.

Novidade maior no gol.

Gustavo é mais um a dar a cara para bater.

E a torcida bate com gosto em quem tenta tirar o lugar de Adriano.

Evandro, Wagner Bueno, Weverton e Jamilton são apenas alguns dos vários goleiros que sentiram isso na pele.

E com esse esquema ofensivo do Leão, é provável que tenha boas chances de mostrar serviço.

O Atlético Acreano está invicto.

E tem um retrospecto de respeito.

Venceu o Penarol dos experientes Fábio Bala e Igor Cearense em Itacoatiara.

E enquanto o Remo sofreu para vencer o Náutico, o Galo Carijó marcou 4 a 0 sobre o Timbu de Roraima.

A fase só não é melhor porque o técnico Álvaro Miguéis foi as vias de fato com o goleiro Máximo.

E o treinador assim dançou.

Afonso Alves, o interino, mantém a garotada no time.

A base que fez bonito na Copa São Paulo e foi vice-campeã acreana.

Ainda poderia ter o meia Josy, melhor jogador do último acreano e que está voltando após uma apagada passagem pelo América-RN.

Mas como não foi regularizado a tempo, não joga.

Ainda bem.

sábado, 21 de julho de 2012

O time da virada

Esta foi a rodada dos escanteios para os times paraenses na Série C.

Assim como o Paysandu na sexta, o Águia também teve problemas com o córner neste sábado.

A defesa ficou vendo a banda e Alex Paraíba passarem para o Guarany de Sobral fazer 1 a 0 no Zinho Oliveira.

Thiago Pereira, estreou no domingo passado em Juazeiro do Norte e foi figura decorativa em campo.

Desta vez, deu um visual no ataque e também de escanteio, empatou.

O Azulão atacava.

O Cacique do Vale jogava nos erros do time da casa.

E não foram poucos, principalmente na defesa.

Se não fosse Marcelo Cruz...

No segundo tempo, o Águia voltou ainda mais ofensivo.

Mas pouco objetivo.

Não conseguia passar pela marcação do Guarany.

Até que em um erro do volante João Neto, Wando se aproveitou e no apagar das luzes, foi raio, estrela e luar para o Águia.

E pela segunda vez em casa, o Águia virou um jogo.

Azulão divide a liderança com Paysandu e Icasa.

Mas ou o Verdão do Cariri ou o Luverdense devem se isolar na liderança no jogo deste domingo, em Lucas do Rio Verde.

Certo mesmo é que o aniversário de cinco anos de João Galvão a frente do Águia não poderia ter sido melhor.

E que o clássico contra o Paysandu no próximo domingo promete.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Feliz Galvão

Uma derrota para o Paysandu por 3 a 1 na Curuzu e Fran Costa era demitido do comando do Águia.

João Galvão assumiu o comando do Azulão na Série C de 2008 com a missão de tentar tirar o time de Marabá da rabeira do Grupo 3.

Estreou no dia 20 de julho de 2008, com uma vitória de 2 a 1 sobre o Bacabal-MA, no interior maranhense.

E o Águia foi até a fase final da Série C, perdendo o acesso por um ponto.

Cinco anos depois, lá está o folclórico, extrovertido e as vezes, explosivo João Galvão, comandando o Águia diante de outro time do interior nordestino, o Guarany de Sobral-CE, novamente tentando tirar o time de Marabá lá de trás.

Ironicamente, o único jogador do elenco atual que esteve com ele nos últimos anos, está fora do jogo.

Analdo se machucou e cede vaga para o experiente Marabá.

Menos vigor físico, mas melhor saída de bola.

Juliano, que não começou contra o Guarany, volta a ser titular.

Ivonaldo se recuperou a tempo para voltar a lateral-direita.

E Thiago Pereira pode quem sabe "estrear".

Porque contra o Icasa, foi peça decorativa.

E pode ser bem melhor.

Porque como já mostrou contra o Paysandu, o Guarany de Sobral mostrou que não mete tanto medo assim.

Julio Araújo balançou no cargo de técnico, mas não caiu.

Se não vencer, pode dançar diante do segundo técnico mais longevo do futebol brasileiro.

Tinha algo errado no ar

Nem adianta reclamar da arbitragem. Se o nível dela é baixíssimo na Série A, na Série C então, é piada de mau gosto.

O Paysandu perdeu a chance de somar três pontos no Recife muito mais por falhas suas do que por méritos do Santa Cruz.

No ataque, foi a melhor atuação do Papão na Série C.

Robinho foi vibrante e atrevido.

Regis, o substituto de Yago Pikachu, uma grata surpresa.

Kiros, útil taticamente.

Mas Thiago Potiguar é quem roubou a cena.

Primeiramente, no escanteio direto na cabeça de Fábio Sanches.

A bola aérea seria o carma bicolor no mundão do Arruda.

Cobrança de escanteio e Paulo Rafael saiu mal. 1 a 1 com Fabrício Ceará.

No total, 24 mil no Arruda.

Para os padrões do mundão, um mundinho.

Que não abalou Thiago Potiguar nem um pouco.

Que deixou a marcação para trás e desempatou.

Regis era lateral e meia.

Faltava virar atacante.

Ganhou do paraense Chicão na corrida e marcou o que seria o gol da vitória.

O ataque foi bem.

Mas a defesa...

Sem conseguir passar pela parte do meio-campo, formada por Fabinho, Vanderson e Pablo, o Santa apelou para o escanteio.

Dalton, substituto de Paulo Rafael, que saiu machucado, não viu por onde a bola passou.

Quando enxergou Dênis Marques pulando, já era tarde.

E nos acréscimos, mais uma.

Cobrança de escanteio e três atacantes do Santa livres.

O destino escolheu Dênis Marques para dar um ponto ao Santa e tirar dois do Paysandu.

E agora, os bicolores dividem a liderança da Série C, ao lado do Icasa.

Podia ser melhor.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Papão x Mundão

Uma competição mais comprida como a Série C exige um elenco onde é preciso ter peças sobressalentes de qualidade.

Os bicolores esperam não pagar por essa falta nesta sexta-feira, diante do Santa Cruz, no mundão do Arruda.

Regis, o substituto de Yago Pikachu, suspenso e temido pelos pernambucanos desde a atuação de gala que teve contra o Sport, pela Copa do Brasil, não tem o mesmo entrosamento do substituído. E o paulista, é um lateral mais "puro". Joga mesmo pelos flancos ao invés de afunilar, como Yago gosta de fazer.

Sabendo que o Santa estudou bem o Papão, Davino tenta surpreender o Santa com uma formação completamente diferente no meio-campo. Com Pablo, Fabinho e Vanderson, ganha em "pegada". Mas com os dois últimos, o setor "envelheceu" e perde em velocidade. Pelo menos o "alvo" deles, o ex-bicolor Luciano Henrique, que passou a semana lesionado, não deve estar na sua melhor forma.

A grande surpresa fica na ala esquerda. Improvisado no setor, Robinho tem talvez uma das últimas chances de provar que pode ser útil ao Paysandu. Desde que veio do Cametá, o mineiro nunca nem chegou perto do insinuante e atrevido meia que brilhou as margens do rio Tocantins.

E o destino pode ter dado uma mãozinha para ele, porque Memo, o volante e homem de confiança do técnico Zé Teodoro, ainda é dúvida em virtude de uma lesão.

Para fazer o bicolor sonhar com uma vitória no Recife, ainda tem Kiros, autor de cinco gols contra o Santa.

A esperança de um Paysandu grande como o seu atacante, persiste.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Pé de anjo. Cabeça de burro.

Se o Remo estivesse na Série A do Brasileiro, poderiamos chamar de folclórico. Mas é melhor chamar de pitoresco mesmo.

No mínimo.

Por educação, não usarei adjetivos ainda piores para mais essa da diretoria do Remo.

Encantada com os poucos minutos de Marcelinho Carioca em campo no empate de 1 a 1 com o River Plate do Uruguai, os cartolas do clube resolveram propor a contratação do meio-campo, de 41 anos e há três sem jogar profissionalmente.

Um quarentão para se juntar aos quase quarentões Mendes, Fábio Oliveira e Adriano.

E o discurso de valorizar a base, falado a partir da metade do ano passado? Vai ficando mesmo no discurso.

Mas não dá para condenar a atual diretoria nem mais nem menos que as do passado.

É igual as outras.

Sem planejamento, sem diretrizes e sem conhecimento de futebol.

Uma coisa é Marcelinho no gramado do Mangueirão, jogando poucos minutos de uma partida amistosa.

Outra, é jogando no interior do Brasil, por 90 minutos e com a responsabilidade de carregar nas costas um time envelhecido.

O discernimento passa longe do Baenão.

A Granada Esportes, nova parceira do Leão, deu benção ao acordo.

Pega mal dizer não num namoro tão recente.

Mas os dirigentes da empresa já devem ter se tocado com quem vão ter que lidar. Menos mal que o próprio Marcelinho rejeitou a oferta.

Alguém tinha que ter bom senso nesse papelão.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Muito a melhorar

Que graças a longa pausa, o Paysandu da Série C 2012 é um time mais pronto que o de 2011 ou 2010, não há dúvida.

O que não quer dizer que seja 100% pronto.

Bom ter descoberto isso logo na terceira rodada. Uma pena que para isso, tenha decepcionado a avalanche bicolor que encheu o Mangueirão e viu a derrota de 1 a 0 para o Fortaleza.

Bastou uma única chance real no primeiro tempo para o Leão abrir o placar. A tabela aérea de Waldison com Jailson terminou no gol do primeiro.

Harison parecia ter deixado o futebol em Sobral.

Thiago Potiguar, que jurou vingança ao Fortaleza, só apareceu no lance em que cavou a falta que causou a expulsão de Esley.

Com o Fortaleza sem um jogador, o segundo tempo foi de domínio do Paysandu.

Territorial apenas.

Porque o Papão teve mais chances de gol.

Mas em quase nenhuma, foi uma ameaça para o goleiro Lopes, cujas virtudes (ou a falta delas), o torcedor bicolor conheceu nos tempos de Remo.

Em termos de finalização, uma lástima.

Pikachu foi tentar a malandragem e conseguiu a expulsão, ao cavar pênalti.

E quase que Geraldo fez 2 a 0.

Ficou na trave.

Vitória cearense que ajudou outro cearense.

Agora o Icasa é líder do Grupo A.

E se não quiser sair do G-4 na próxima rodada.

É melhor o Papão ser mais ão do que nunca.

No mundão do Arruda.

domingo, 15 de julho de 2012

De carrasco a vítima

Na rodada passada, os dois paraenses da Série C conseguiram virar seus jogos.

Neste domingo, um deles sentiu a sensação de estar do lado oposto.

Culpa do ataque do Icasa, que perdeu chance atrás de chance de sair na frente contra o Águia no Romeirão.

A sorte do Azulão é que conseguiu emplacar um contra-ataque mesmo sem um jogador de velocidade.

Flamel lançou Marabá e o veterano volante driblou o goleiro Thomazella para fazer 1 a 0.

Mas o Verdão do Cariri tinha domínio total do meio-campo e virou em apenas seis minutos.

Aos 38, o cruzamento de Nena encontrou Rossini e o ex-bicolor empatou.

Aos 44, foi Rossini quem encontrou Nena. Virada.

O Icasa sentiu a perna pesar no segundo tempo e tratou de segurar desde o início.

Com Peri em campo no lugar de Marabá, o Águia passou a ter três atacantes.

Atacou de todas as maneiras.

E não marcou.

Branco esteve irreconhecível.

Tiago Pereira não mostrou a que veio.

Pode mostrar no próximo sábado, quando recebe o Guarany de Sobral.

Segundona bicolor

Imagine os clubes paraenses mandando o Coronel Nunes catar coquinho.

O trio de ferro pernambucano fazendo o mesmo com Evandro Carvalho, o mandatário da Federação Pernambucana.

E Fortaleza e Ceará virando as costas para Mauro Carmélio.

Tudo em prol de uma Copa Norte-Nordeste. Contra os estaduais que só servem para satisfazer o ego dos presidentes de federações.

A partir desta segunda, começaremos a ver como seria esse sonho.

Azar de quem estará na praia.

Mangueirão lotado para ver Paysandu x Fortaleza, duas das várias grandes torcidas desta Série C.

Roberval Davino não queria perder Ricardo Capanema, que foi julgado durante a semana pela expulsão contra o Luverdense.

O aplicado volante só pegou um jogo de suspensão e deve ser ele quem marcará Geraldo.

Enquanto Thiago Potiguar tenta convencer os cearenses que merecia mais chances com a camisa do Tricolor de Aço no cearense desse ano.

E ainda tem perigo pelo alto (Kiros) e por baixo (Pikachu e Heliton). Uma linha ofensiva de respeito.

Contra um goleiro que não inspira confiança.

Quem viu o Campeonato Paraense de 2011 sabe do que Lopes é capaz.

Na derrota de 2 a 0 para o Luverdense, último jogo do Fortaleza, o goleiro de Itaperuna, interior do Rio, foi decisivo.

No mau sentido.

Mas o Leão tem a estreia do técnico Vica, substituto de Nedo Xavier.

E o novo técnico já saiu mexendo no time.

O meia Doda entrou no lugar de Assisinho e o zagueiro Micão entrou no posto de Wallisson.

E ainda tem a estrada de Kauê na lateral-esquerda.

Yago Pikachu pode deixar espaços para ele.

Foi por causa do apoio que ele despontou no Ituano e de lá foi para o Inter.

Tudo indicando um jogo digno de ser chamado de clássico.

Porque como todo mundo sabe.

É no Norte e Nordeste que está a grande paixão pelo futebol.




sábado, 14 de julho de 2012

Aqui se faz...

E o Treze perdeu sua terceira partida na Série C.

Derrota de 2 a 1 para o Santa, no Arruda.

É a terceira rodada em três jogos do Galo.

Pelo menos, o Galo marcou seu primeiro gol.

Os adversários do Grupo A devem estar rindo a toa.

O prejuízo que tiveram por causa do clube paraibano não foi pouco.

A justiça pode até não ter conseguido punir o alvinegro por tudo o que fez.

Mas como diria Muricy Ramalho,

A bola pune.

Um Azulão nos domínios do Verdão

Três anos depois do Paysandu ver o sonho do acesso para a Série B ruir, um clube paraense volta ao estádio Romeirão. E se conseguiu segurar o Fortaleza no caldeirão do Presidente Vargas, o Águia também pode sonhar com pelo menos um empate diante do Icasa.

Caso resolva ir atrás de algo além da igualdade, o Azulão precisará ter iniciativa. No jogo de domingo, não terá o contra-ataque como arma. Valdanes, o homem talhado para puxá-los, quebrou a perna e está fora da Série C.

Diogo e Analdo ficam como sempre protegendo a zaga no meio-campo. E ocasionalmente, Marabá ajuda Flamel na armação.

Ocasionalmente, porque o fôlego do ex-volante de Inter, Goiás e Cruzeiro, fisicamente já não é aquele.

Sem Valdanes, o Águia perde velocidade, mas ganha presença de área, com a estreia de Thiago Pereira, tabelando com Wando.

Jogo com sabor de nostalgia para Bernardo, o único jogador do Azulão que estava na fatídica goleada de 6 a 2 que o Verdão do Cariri aplicou no Paysandu em 2009. O zagueiro tem a missão de provar aos cearenses que não é aquele jogador estabanado que levou um baile de Junior Xuxa naquela desastrada jornada de agosto.

O meia que Bernardo terá que marcar desta vez, ele conhece bem melhor. Rossini foi companheiro dele naquele time. Habilidoso, mas também indisciplinado, deixou a Curuzu antes do fim da Série C. A eterna promessa jogará ao lado de Wellington Simião, que nos tempos de Luverdense, despertou o interesse do Remo, mas acabou não vindo para o Baenão.

O Verdão ainda tem a experiência do zagueiro André Turatto, ex-ídolo do Fortaleza e o atacante Reginaldo Júnior, que quase foi para o Paysandu nesta temporada, mas preferiu ficar em terras cearenses.

E quem coloca estas peças em campo é ainda mais conhecido. O jovem técnico Tarcísio Pugliese já enfrentou os clubes paraenses várias vezes na Série C, seja comandando o Luverdense ou o Rio Branco. É um especialista em montar equipes de forte marcação e aplicadas taticamente.

Icasa x Águia deve ser um verdadeiro jogo de xadrez. Quem aproveitar a chance que tiver, dará xeque mate.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Soltando o verbo

"Infelismente (sic) o gramado do baenao esta uma lastima quem deveria cuidar ainda faz jogos amistosos das categoris de base e os profissionais sg" "Ficam prejudicados de treinar taticamente.sem campo para treinar esperamos conseguir treinar no mangueirao.falta de profissionalismo." Depois nao sabem porque o Clube do Remo ests nessa situacao.espero q nos tds juntos consigamos sair dessa situacao incomoda.fiquem na paz.

Todas as declarações acima são do twitter do técnico do Remo, Edson Gaúcho. Os dirigentes do Remo queriam um treinador para acabar com o corpo mole. Para eles, esta é a razão dos últimos fracassos do Remo. Só se esqueceram ou não foram informados de que o treinador bota dedo na ferida fora de campo também.

Chama os cartolas a fazerem suas obrigações. Inclusive aquelas que não geram holofotes.

Como cuidar do gramado.

Não tem dirigente que defende com unhas e dentes o uso do Baenão na Série D?

Então, tem que fazer do estádio hostil aos adversários, e não as pernas e tornozelos azulinos.

É gostoso dizer que salário de jogador está em dia não é?

Tem que ser igualmente prazeroso também manter os vencimentos dos funcionários mais humildes, aqueles que não aparecem para a torcida.

De todas as queixas que Edson Gaúcho fez até agora, em todas, está coberto de razão.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sou corrupto

Nesta quarta-feira, ficamos sabendo oficialmente o que até as vaquinhas que pastam nos Alpes suiços já sabiam: o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira e o ex da Fifa e ex-sogro de Teixeira,João Havelange, receberam subornos da ISL, empresa que era parceira da Fifa.

O que surpreende não é isso. Segundo o tribunal de Zug, na Suiça, que julgou o caso, os advogados da Fifa chegaram a alegar, em defesa da dupla, que a “maioria da população” de países da América do Sul e África tem nos subornos e propinas parte de sua renda "normal".

Sim, é isso o que você leu. A maioria de nós, sul-americanos e os africanos, são corruptos.

Se a Fifa acredita nisso, imagine o que já fizeram, estão fazendo e ainda farão com essa história de Copa do Mundo no Brasil.

É de dar náusea essa gente.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Jamilton e uma noite

Jamilton foi um dos destaques da vitória do Remo de virada contra o Náutico-RR, em Roraima.

Não que o frágil time roraimense tenha atacado impiedosamente a meta do goleiro.

Foi nos piores momentos do Leão em campo, que o sósia do Anderson Silva mostrou seu melhor.

Como no início do jogo, quando o Náutico já se mandou ao ataque.

O Remo passou logo depois a dominar o jogo, acreditando que dois minutos de ofensividade era tudo o que o Náutico tinha a oferecer.

Até André oferecer ao Náutico a chance do contra-ataque que Vidinha aproveitou e deu o passe para Cacau colocar o time da casa na frente.

Atordoado pelo gol, o Remo errava passes seguidos.

Se não fosse Jamilton, seria 2 a 0. E o resultado seria diferente.

O goleiro segurou as pontas até o Remo colocar a cabeça no lugar.

Literalmente.

Foi com ela que Ávalos aproveitou cobrança de escanteio e empatou.

O Campeonato Roraimense acabou faz tempo.

E achar adversários por lá não é fácil.

O Náutico sentiu tudo isso no segundo tempo.

A insistência do Remo deu resultado aos 20 minutos, com Ratinho dando uma peitada para o gol.

Três pontos garantidos?

Os remistas acharam isso e quase pagaram caro.

Mas lá estava Jamilton de novo.

Vitória de virada e Leão na liderança do Grupo.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ao ataque, Leão!

O técnico Edson Gaúcho "estreia" nesta terça-feira no comando do Remo. Estreia porque será contra o Náutico, em Boa Vista, que o Leão terá o real toque do recém-chegado treinador.

Jamilton estará no gol no lugar de Adriano, lesionado nas costas. E tem tudo para permanecer, já que o "Paredão", tecnicamente e fisicamente, já não é mais o mesmo. Ávalos, que nem sentou no banco diante do Penarol, agora é titular, ao lado de Diego Barros, zagueiro com mais agilidade que Edinho.

Mas a maior mudança está no meio-campo. Serão três meias ofensivos e não dois, como era de costume. Só André marca, enquanto, Chiquita, Reis e Leo Medeiros armam. Leo Medeiros faz sua estreia, assim como Mendes, substituíndo o lesionado Fábio Oliveira. Tudo para o Leão voltar com mais três pontos de Roraima.

Pressão da torcida é algo pouco provável em Boa Vista. O Náutico está longe de ser um clube de massa nem Roraima. Baré e Atlético Roraima tem mais apelo. Ainda assim, estão atrás dos clubes paulistas, cariocas e até do Fortaleza, paixão trazida pelos migrantes cearenses que hoje vivem no estado mais setentrional do Brasil.

Sem muito dinheiro, o clube roraimense trouxe jogadores que disputaram o Campeonato Amazonense. Mais da metade do time que será escalado pelo técnico Serginho Gois vem do estado vizinho. Ainda falta entrosamento e ainda tem a pressão da estreia. Enquanto o Remo vai para o terceiro jogo, o Náutico ainda está no primeiro. Cortesia da agência de viagens que cuida do transporte da Série D e não faz nem ideia da geografia do Norte do Brasil.

Segundo colegas de imprensa amazonenses, o zagueiro Thiago Brandão, um dos novos jogadores, carece de altura e técnica. Mendes adoraria saber disso.

Mas os homônimo do Timbu pernambucano ainda conseguiu garimpar boas peças no Amazonas. Como o lateral Alberto, o melhor da posição no último amazonense,mas que acabou dispensado depois que a diretoria do Fast descobriu que ele costumava complementar sua renda jogando futsal.

Quem deve ser a peça principal do Náutico é o meia Vidinha, de 32 anos, uma testemunha da última boa fase do futebol do amazonas. Era ele o titular do São Raimundo nos tempos em que o Tufão disputava a Série B do Brasileiro.

Pouco para bater o Remo.

Basta o Leão respeitar o time de Roraima.

Outro Vilhena no caminho azul é dispensável.

sábado, 7 de julho de 2012

Virada (s) e liderança (s)

Deixo para os pesquisadores com mais vivência no futebol paraense verem quando foi a última vez que isso aconteceu.

Mas certamente fazia bastante tempo que dois times do Pará não ocupavam as duas primeiras posições em um campeonato brasileiro mais volumoso.

E assim vai permanecer caso o Salgueiro não vença o Santa Cruz nesse domingo, no interior pernambucano.

Mas tanto Paysandu quando Águia tiveram que mostrar poder de reação.

Fernando fez 1 a 0 para o Cuiabá contra o Águia em Marabá.

Bem longe dali, em Sobral, o Guarany abriu o placar contra o Paysandu através da cabeçada do zagueiro Joécio.

O site do Cuiabá falava do temor dos jogadores com o clima quente e seco (?) de Marabá.

Mal informados, não devem ter esperado a canícula de Marabá, sempre com muita umidade. Os cuiabanos logo se desgastaram.

Na bola parada, Mocajuba colocou na cabeça do zagueiro Bernardo, que empatou.

E antes do primeiro tempo terminar, Valdanes decretou a virada.

No interior cearense, o Guarany gastou suas energias para sair na frente.

Esqueceu de guardar para o segundo tempo.

Parecia que quem tinha viajado duante 12 horas tinha sido o Cacique do Vale e não o Papão.

Kiros mostrou suas armas.

Além da cabeçada, tem um chute forte de direita. Foi com ele que fuzilou o goleiro Marcelo Silva e empatou.

Chances de virar não faltaram ao Paysandu.

Mas como no sufoco é mais gostoso, Yago Pikachu deixou para marcar 2 a 1 aos 47 minutos.

Papão 6, Águia 4.

Uma "gordurinha" para desafios ainda mais difíceis que virão pela frente.

O Águia tem pela frente o Icasa e o lotado Romeirão, em Juazeiro do Norte.

Já o Papão, recebe o Fortaleza e depois, vai ao Recife para encarar o Santa Cruz e o temido Arruda.

A Série C começa pra valer agora.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Um novo Águia

Se fora de casa o Águia conseguiu segurar o Fortaleza, o que torna grande a expectativa de vitória contra o Cuiabá, no Zinho Oliveira, onde o Águia tem aproveitamento de 70% nos últimos jogos.

O Águia 2012 é diferente de outras temporadas. No time que estreia na Série C, não existe o "homem-gol". Valdanes e Wando usam mais a velocidade e habilidade, respectivamente. Branco vai esperar no banco de reservas uma chance de ser o que Felipe Mamão ou Bruno Rangel foram no passado.

No papel, é o melhor meio-campo que o Azulão teve desde que começou a disputar a Série C. A tradição de ter um setor seguro na marcação continua mantida, com Diogo e o "eterno" Analdo. Mas com a implantação do 4-4-2, agora são dois armadores. Com isso, Flamel deixou de ter que carregar a cruz que foi de Soares, Diego Biro e Gustavo. A cruz de ser a única cabeça pensante do meio-campo. Juliano agora o auxilia.

E além de toda esta força, tem os avanços de Ivonaldo na lateral-direita e as bolas paradas de Mocajuba.

Mesmo sem tanta fama assim, o Cuiabá não pode ser subestimado. Tem a experiência de Fernando Lombardi, zagueiro que atuou nos tempos de elite do Paraná Clube. O volante César Romero, que em outros carnavais, já foi assediado pelo Paysandu. Além dos atacantes Leandro Cearense, (bem) conhecido pelos paraenses. E Josiel (mal) conhecido, principalmente do lado bicolor do Pará.

Pesando na balança, o Águia leva o favoritismo. Se vai levar os três pontos, só depende dos comandados de João Galvão.

Papão na terra do poder

Localizada a 235 km de Fortaleza, Sobral está para Fortaleza como Castanhal está para Belém. Pelo tamanho e pela importância. E assim como a Cidade Modelo, Sobral deu ao Ceará dois governadores. A cidade é o celeiro dos irmãos Gomes (Cid e Ciro).

Mas em termos de futebol, o Guarany está mais para o Águia. É o time que nos últimos tempos mais incomoda os poderosos do Ceará.Tem até um título nacional no currículo, algo que Leão e Vozão ainda sonham.

E no estádio do Junco, com a ajuda da torcida, o Cacique do Vale faz pressão.

Eis o que o Papão vai encarar neste sábado.

O time é formado em grande parte por jogadores do Nordeste.

Um deles, até esnobou o Paysandu.

Bismarck disse não ao Papão durante o Campeonato Cearense fazendo promessas de amor ao Fortaleza, que não retribuiu e o emprestou ao Guarany, onde foi campeão brasileiro da Série D.

Descobriremos se os bicolores perderam alguma coisa.

No banco de reservas, lá estará um Araújo.

Cujo sobrenome faz bicolor chorar.

Mas o Araújo que vai estar no comando do Guarany é Júlio e não Flávio. O treinador do Cacique é irmão do carrasco do Paysandu em 2009 e 2011, comandando Icasa e América-RN, respectivamente.

O caçula da família Araújo não terá Rinaldo.

Machucado, o veterano só deve voltar na metade da fase de classificação.

A defesa do Guarany tem motivos para se preocupar.

O atacante Kiros estará em campo esperando as bolas aéreas.

Que da direita virão de Pikachu.

Da esquerda, de Lineker, que deve ser improvisado na ala depois que Regis se machucou.

O time que nos últimos tempos tinha medo de jogar em casa, perdeu a fobia no Nordeste.

Pode mostrar cura total.