Três anos depois do Paysandu ver o sonho do acesso para a Série B ruir, um clube paraense volta ao estádio Romeirão. E se conseguiu segurar o Fortaleza no caldeirão do Presidente Vargas, o Águia também pode sonhar com pelo menos um empate diante do Icasa.
Caso resolva ir atrás de algo além da igualdade, o Azulão precisará ter iniciativa. No jogo de domingo, não terá o contra-ataque como arma. Valdanes, o homem talhado para puxá-los, quebrou a perna e está fora da Série C.
Diogo e Analdo ficam como sempre protegendo a zaga no meio-campo. E ocasionalmente, Marabá ajuda Flamel na armação.
Ocasionalmente, porque o fôlego do ex-volante de Inter, Goiás e Cruzeiro, fisicamente já não é aquele.
Sem Valdanes, o Águia perde velocidade, mas ganha presença de área, com a estreia de Thiago Pereira, tabelando com Wando.
Jogo com sabor de nostalgia para Bernardo, o único jogador do Azulão que estava na fatídica goleada de 6 a 2 que o Verdão do Cariri aplicou no Paysandu em 2009. O zagueiro tem a missão de provar aos cearenses que não é aquele jogador estabanado que levou um baile de Junior Xuxa naquela desastrada jornada de agosto.
O meia que Bernardo terá que marcar desta vez, ele conhece bem melhor. Rossini foi companheiro dele naquele time. Habilidoso, mas também indisciplinado, deixou a Curuzu antes do fim da Série C. A eterna promessa jogará ao lado de Wellington Simião, que nos tempos de Luverdense, despertou o interesse do Remo, mas acabou não vindo para o Baenão.
O Verdão ainda tem a experiência do zagueiro André Turatto, ex-ídolo do Fortaleza e o atacante Reginaldo Júnior, que quase foi para o Paysandu nesta temporada, mas preferiu ficar em terras cearenses.
E quem coloca estas peças em campo é ainda mais conhecido. O jovem técnico Tarcísio Pugliese já enfrentou os clubes paraenses várias vezes na Série C, seja comandando o Luverdense ou o Rio Branco. É um especialista em montar equipes de forte marcação e aplicadas taticamente.
Icasa x Águia deve ser um verdadeiro jogo de xadrez. Quem aproveitar a chance que tiver, dará xeque mate.
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