Se o Remo estivesse na Série A do Brasileiro, poderiamos chamar de folclórico. Mas é melhor chamar de pitoresco mesmo.
No mínimo.
Por educação, não usarei adjetivos ainda piores para mais essa da diretoria do Remo.
Encantada com os poucos minutos de Marcelinho Carioca em campo no empate de 1 a 1 com o River Plate do Uruguai, os cartolas do clube resolveram propor a contratação do meio-campo, de 41 anos e há três sem jogar profissionalmente.
Um quarentão para se juntar aos quase quarentões Mendes, Fábio Oliveira e Adriano.
E o discurso de valorizar a base, falado a partir da metade do ano passado? Vai ficando mesmo no discurso.
Mas não dá para condenar a atual diretoria nem mais nem menos que as do passado.
É igual as outras.
Sem planejamento, sem diretrizes e sem conhecimento de futebol.
Uma coisa é Marcelinho no gramado do Mangueirão, jogando poucos minutos de uma partida amistosa.
Outra, é jogando no interior do Brasil, por 90 minutos e com a responsabilidade de carregar nas costas um time envelhecido.
O discernimento passa longe do Baenão.
A Granada Esportes, nova parceira do Leão, deu benção ao acordo.
Pega mal dizer não num namoro tão recente.
Mas os dirigentes da empresa já devem ter se tocado com quem vão ter que lidar. Menos mal que o próprio Marcelinho rejeitou a oferta.
Alguém tinha que ter bom senso nesse papelão.
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