sábado, 30 de junho de 2012

De volta para o futuro

Era um garoto de 15 anos quando vi pela TV a cena do presidente do Fluminense estourando um champagne em Laranjeiras para comemorar a virada de mesa que mantinha o Flu na Série A do Brasileiro de 1996. Como muita gente se lembra, o Tricolor caiu para a Série B no campo, mas não foi rebaixado porque segundo o presidente da CBF da época, o esquecível Ricardo Teixeira, "houve irregularidades nas arbitragens".

Mas por incrível que pareça, nenhum chefe da arbitragem foi punido. Nenhum árbitro. E se os rebaixamentos de Bragantino e Fluminense foram anulados, o título brasileiro do Botafogo também deveria. Nesta sexta-feira, voltei a ter 15 anos. Ou pelo menos a ter o mesmo sentimento da época. Foi de dar asco ver a torcida do Treze soltando fogos para comemorar a ida do time para a Série C através da justiça e não do campo.

Vou deixar claro mais uma vez, especialmente para alguns trogloditas de Campina Grande (felizmente são poucos), que estão hostilizando jornalistas mais importantes do que eu, que não tenho absolutamente nada contra o Treze e nem contra o futebol paraibano. O Galo merece respeito pela sua história e por manter junto com o Campinense, uma das mais acirradas rivalidades do interior do Brasil. Um clube como o Treze não merecia ficar sem calendário. Mas pelo que fez em 2012, mereceu.

Falo mais uma vez: a vaga na Série C não é do Treze. Opinião minha e de praticamente todos os presidentes de clubes da Série C. E de jornalistas mais renomados que este escriba. E por motivos dos quais já escrevi aqui.

Se o acordo entre Rio Branco e STJD foi lamentável, tão nocivo quanto foi a Justiça Paraibana fazendo as vontades do Treze após o clube perder o direito de disputar a Série C no STJD, em 2011. A alegação do Galo, de que deveria ficar com a vaga do Rio Branco por ter sido colocado na Série D de 2011, foi rejeitada no Rio, mas aceita pelos magistrados paraibanos que aliás, passaram a agir a favor do Galo depois que o clube sucumbiu no Campeonato Paraibano e perdeu para o Sousa a vaga na Série D.

Se o Treze entrar em campo na quarta-feira, contra o Salgueiro, começa uma página triste na história do futebol brasileiro. Abre-se a possibilidade de clubes entrarem na Justiça Comum toda vez que o resultado no campo não for de seu agrado. Um bom advogado terá tanto valor quanto um bom jogador. Nada contra os "doutores". Mas para os apaixonados por futebol, vale mais um gol de alguém de uniforme e chuteira do que um gol de um engravatado.

A CBF já disse que vai recorrer. Melhor que não façam nada. Porque de um Departamento Jurídico que não sabe a diferença entre multa e caução não se pode esperar muito. Que consigam advogados mais qualificados porque várias batalhas virão a partir de agora.

E que o STJD caia no esquecimento. O acordo feito com o Rio Branco é uma das peças mais imorais de um esporte já imoral nos seus subterrâneos.

O futuro repete o passado.

Mas esse museu não é de grandes novidades.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Asilo Futebol Clube

Enquanto o torcida azulina reclama da idade avançada do seu time da Série D, o Futebol do Santiago mostra que a Quarta Divisão Nacional é o paraíso dos velhinhos. Dá até para montar um time inteiro. Tem jogador que já passou até mesmo dos 40. Confira


Flávio- goleiro CSA (41 anos)
Campeão Brasileiro pelo Atlético Paranaense em 2001, Flávio teve seu melhor momento na Arena da Baixada. Nos outros clubes que passou, sempre foi um goleiro irregular, de grandes defesas e de grandes falhas. Na Alagoas natal, tem moral com a torcida do CSA.

Sergio Gomes – lateral Friburguense-RJ (38 anos)
Se você for ao estádio Eduardo Guinle e ver a torcida do Frizão vibrando com o apenas esforçado lateral-direito, não estranhe. Sergio Gomes é um patrimônio do Friburguense. Disputou 12 campeonatos com a camisa do time de Nova Friburgo, que vive de subidas e descidas no estadual do Rio.
Na alegria ou na tristeza lá está o grito: “Ah, é Sérgio Gomes!”

Cadão – zagueiro Friburguense-RJ (40 anos)
Ou os ares montanhosos de Nova Friburgo devem rejuvenescer qualquer um. Cadão foi durante anos figura comum nos clubes pequenos do interior do Rio. Mas passou a maior parte da carreira no Friburguense. E nem pensa em parar.
Fabiano Eller zagueiro Brasil de Pelotas (35 anos)
O estilo aguerrido de jogo conquistou o torcedor do Inter, onde chegou a ser campeão do mundo. O carioca já não é mais nenhum garotão. Precisa ainda mais da raça. Tudo o que o torcedor Xavante adora ver.

Arlindo Maracanã – lateral Sampaio Corrêa (34 anos)
O cearense de futebol rápido teve uma curta passagem pelo Fluminense. Seu destino era mesmo brilhar no futebol nordestino, principalmente no Ceará. Tinha que ter pulmão para alcançar Arlindo, que hoje, defende a Bolívia Querida.

Gil - volante Vitória da Conquista (35 anos)
Dos 11 titulares desse time “geriátrico”, talvez o mais desconhecido. Gil fez sua carreira em equipes pequenas do futebol baiano

Serginho – volante Santos-AP (34 anos)
O remista lembra bem dele. Passou duas temporadas no Remo, onde brilhou tanto como marcador como eventual armador. Esteve perto de voltar em 2012 ao Leão. Preferiu o Metropolitano-SC. E agora, está no Peixe da Amazônia.

Igor Cearense – meia Penarol-AM (32 anos)
Com tantos velhinhos, o time precisava de mais “juventude”. Nos tempos de vacas magras do Flamengo, em 2003, Igor deu alguma alegria com seus dribles e arrancadas. Pena que assim como rubro-negro de sua época, ele era irregular. Pelo menos é respeitado no Amazonas, estado onde é grande a concentração de torcedores do Mengo.

Adrianinho – meia Sobradinho-DF (32 anos)
Quando surgiu na Ponte Preta, Adrianinho despontava como jogador de grande futuro. Habilidoso, também cadenciava o jogo como poucos. As vezes até exagerava. Por isso nunca passou de promessa. Nesse time de veteranos, sua cadência é bem-vinda

Warley – atacante Campinense (34 anos)
Ponta-esquerda a moda antiga, se destacava mais pelas assistências do que pelos gols. No São Paulo, Palmeiras e Atlético-PR, foram poucos encontros com a bola na rede. Quando desembarcou em Campina Grande, despertou seu instinto artilheiro. Foram 19 gols pelo Treze, que o deixou ir para o rival Campinense. Com outros 21 gols, levou a Raposa ao título paraibano de 2012. Não quer mais saber de sair da capital do São João.

Marcos Denner –atacante Brasil de Pelotas (36 anos)

A única coisa que ele tem em comum com o ex-atacante da Lusa é o nome. Marcos Denner faz mais o estilo trombador, tão adorado nos Pampas. Um cigano da bola que já tem quase 20 clubes no currículo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Edson Gaúcho no Leão

E a diretoria remista decidiu trazer Edson Gaúcho para ser o novo treinador do Remo.

Nacionalmente, ganhou apenas a Série B do Brasileiro de 2002 pelo Criciúma.

Mas os dirigentes remistas suspiram pela cara de mau e declarações polêmicas do gaúcho.

Não há dúvidas que Edson Gaúcho tem seus méritos. Fez o Paysandu de 2011 de Roberto Fernandes jogar. O problema é que o treinador tem um adversário por onde passa.

Ele mesmo.

No Paysandu, entrou em conflito até com a cozinheira da Curuzu.

Deixou o clube após brigar com Sandro e Alexandre Carioca.

E jurou que não voltaria enquanto não houvesse estrutura.

Coisa que no Remo não tem.

Outra coisa que não existe é papas na língua da parte do novo comandante remista.

E a cartolagem do Baenão é capaz de tirar a paciência até do treinador mais paciente.

Imagine o Gaúcho.

Os culpados

Os dirigentes do Remo contrataram dois zagueiros de idade avançada (Santiago e Ávalos) e de pouca velocidade, lentos como Juan Sosa.

Mas a culpa é do treinador.

O elenco tem três atacantes exatamente com as mesmas características (Joãozinho, Marcelo Maciel e Cassiano), sendo que dois já haviam passado pelo Remo e não tinham emplacado.

Mas a culpa é do treinador.

Em compensação, tem apenas um único centroavante e já com 38 anos (Fábio Oliveira). E somente um meia (Ratinho). Houve tempo para contratar peças sobressalentes. Não contrataram.

Mas a culpa é do treinador.

Agora com a saída de Flávio Lopes, procura-se um ícone.

Ícone, não técnico. Porque é isso o que o Remo contrata nos últimos anos para sentar no seu banco de reservas.

Foi o "Rei do Acesso" (Luis Carlos Martins), o "Rei do Acesso II" (Givanildo Oliveira) e ainda quase trouxe o "Treinador 100%" (Agnaldo).

Por causa de um título 100% num passado distante, "Seu Boneco" era o fetiche de um ex-dirigente remista, que voto vencido, passou a bater de frente com Flávio Lopes.

Remo atrapalhando o Remo.

Na falta de critérios, conhecimento de futebol ou uma análise mais séria, agora querem o "Rei da Selva".

Título que soa pomposo para a cartolagem remista.

Mas Aderbal Lana se restringe ao Amazonas.

E nem por lá é mais rei.

Se vier e fracassar.

Adivinha de quem será a culpa.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O "acordo"

O presidente do Treze, Fábio Azevedo, disse para toda Campina Grande que fez um acordo com a CBF. Perguntado sobre o assunto,apenas sorri. Diz apenas que é muito bom para Treze.

Na capital nacional da festa de São João, dizem as más línguas de que o Galo receberia uma graninha da CBF. E ainda seria declarado campeão brasileiro da Série B de 1986,o campeonato que ficou sem campeão.

Central-PE x Treze-PB e Inter-SP x Criciúma-SC fariam as semifinais. Mas por falta de data, a CBF cancelou os jogos e os quatro times subiram para a elite. Por ter a melhor campanha entre os quatro, o time paraibano sempre se considerou campeão.

Enquanto isso, a CBF deve oficializar nesta terça-feira o início da Série C. O Vila Nova abriria a competição na sexta-feira, quando enfrentaria o Oeste, no Serra Dourada.

Uma coisa puxaria a outra?

domingo, 24 de junho de 2012

Tá fácil, Leão


Com mais de um mês de atraso, o Remo finalmente estreia na Série D do Campeonato Brasileiro. O time que entra em campo as 18 horas diante do Vilhena é bem superior aquele que teria entrado em campo em maio caso o entrave que impediu o início da D não tivesse acontecido.




No time de maio, Flávio Lopes não contaria com Ávalos na defesa. O ex-santista pode até não ser um zagueiraço. Mas em uma Série D e em um grupo de nível técnico baixo como o do Norte, a experiência dele será bastante útil.

Dida e Paulinho, os laterais, viraram alas com o 3-5-2 e podem atacar sem tanta preocupação em defender. André e Johnattan, o ponto forte do time atual, cuidam da proteção da zaga. Uma dupla que caiu como uma luva no Leão. Quanto a Johnattan, ainda bem que Flávio Lopes não guarda rancor. Se tivesse feito isso, perderia o único meio-campista do elenco que alia poder de marcação e armação. Para o bem azul, a discussão entre chefe e subordinado do Re-Pa são águas passadas.

O problema remista está mais adiante. Ainda falta o camisa 10, função que não é exatamente a de Ratinho. Com sua velocidade e as bolas paradas, a vitória pode sair da "cabeça de bola de futebol".

O Remo ainda não é um time 100% pronto. Mas está bem mais adiantado que o Vilhena, que teve que trazer de volta alguns jogadores e o treinador, dispensados após a derrota nas semifinais do Rondoniense.

A princípio, o cansaço da longa viagem até Vilhena deve ser o maior adversário.

Porque dentro de campo, o Remo deve vencer. E se entrar focado, ganha com folga.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Chá de Terceira

O sorrisão do presidente do Treze, Fábio Azevedo, logo após a reunião com o presidente da CBF, José Maria Marin, indicava que a paz estava selada. O Galo iria disputar a Série D e tudo se resolveria.

Mas a justiça acriana, que começou toda essa confusão, assim como em 2011, mais uma vez resolveu meter o nariz onde não foi chamada e o Rio Branco voltou para a justiça comum. Os paraibanos fecharam a cara, resolveram não largar as armas (jurídicas) e rejeitaram a oferta da CBF.

Enquanto juristas e dirigentes não saciarem suas vaidades, não sairão de campo, e a bola não vai rolar.

O Rio Branco não é dono da vaga.

Entrou na Justiça Comum. E foi REBAIXADO.

A vaga também não é do Treze.

E não adianta a torcida do Galo fazer birra virtual neste blog.

Mantenho a opinião.

CBF e STJD que tratem agora de limparem a bagunça que fizeram.

O STJD é o maior desmoralizado nesta história toda.

Deu benção ao imoral acordo entre Rio Branco e CBF.

Apontou ao Treze o caminho da Justiça Comum.

Aceitou o papel de "jagunço togado" ao fazer o jogo da CBF e se transformar em canal das ameaças da entidade máxima do futebol brasileiro aos clubes rebeldes.

E para completar, a arrogância de Francisco Mussnich, o membro do STJD que do alto da sua prepotência, negou ter sugerido ao Treze as vias jurídicas convencionais, mesmo com documentos mostrando o contrário.

Esperar o que de quem é advogado de longa data de Ricardo Teixeira?

Aqueles que sempre foram o Catões da bola, não podem julgar nada e nem ninguém depois do mal que ajudaram a causar.

O que mais precisa acontecer para os clubes declararem independência e criarem a Liga Nacional?

E não adianta os clubes da elite fingirem que não é com eles.

Se continuar assim, vai ser.

Bertolt Brecht já dizia:

Primeiro levaram os comunistas,

Mas eu não me importei

Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,

Mas a mim não me afetou

Porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,

Mas eu não me incomodei

Porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez

De alguns padres, mas como

Nunca fui religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim

E quando percebi,

Já era tarde.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Guia da Série D - ATUALIZADO

Mês passado, o Futebol do Santiago divulgou o guia da Série D, com as informações sobre os adversários do Remo. Mas alguns clubes aproveitaram para se reforçarem. Alguns avançaram, outros andaram para trás. Assim como há um mês atrás, acredito que o Leão não deve penar para seguir rumo ao mata-mata. Mas não pode vacilar.

Penarol-AM - Um fado em Itacoatiara

O Leão da Velha Serpa não repetiu em 2012 as campanhas que o levaram ao bi-campeonato amazonense. O dinheiro também andou faltando lá pelos lados de Itacoatiara. Após o fim da campanha no estadual, todo o elenco foi dispensado, para evitar mais custos.
A falta de dinheiro que também emperrou a negociação com o técnico Charles Guerreiro. No final das contas, a diretoria efetivou o preparador físico Ronaldo Sperry.
Enquanto esperava pela Série D, o Leão recebeu uma ajuda do governo do Amazonas, o que permitiu a contratação de um treinador. Foi aí que veio o português Paulo Morgado, que dirigiu o Fast no Amazonense.
Na armação, Morgado conta com Igor e Rafael, com passagens por Flamengo e Vasco, respectivamente. Para o ataque, Fábio Bala, eterna promessa de Fluminense e Grêmio, que sem conseguir vingar nas Laranjeiras ou no Olímpico, voltou para a terra natal.
O paraense Marinho foi artilheiro do Leão na temporada, com 12 gols. Sem chances na base do Papão, o atacante virou rei por lá. Mas pediu para sair e agora, o homem gol é Leonardo, que jogando pelo Nacional, superou o próprio Marinho na artilharia do Amazonense, com 14 gols.
Olhando para o outro lado do campo, o Remo ainda vai encontrar um jogador ainda mais conhecido: o meia Fininho, que pouco brilhou no Baenão.


Vilhena - Cadê o treinador?

Fundado em 1991, o VEC, como é conhecido já tem três títulos estaduais no currículo. Em boa parte, graças aos grandes produtores rurais da região, principalmente migrantes gaúchos, que chegaram a cidade na divisa com Mato Grosso no fim na década de 70.
O Lobo do Cerrado, como é conhecido, liderou boa parte do Rondoniense deste ano. Mas na reta final, acabou caindo diante do Ji-Paraná nas semifinais . O resultado da queda foi uma limpeza geral. Apenas nove jogadores permaneceram.
No momento em que esta atualização é feita, o presidente José Carlos Dalanhol, o Gaúcho do Milho, corria atrás de um treinador. Joel Presner caiu logo após a eliminação no Estadual.


Nautico - O renegado do renegado

Considerado o “patinho feio” do futebol nacional, Roraima volta ao Campeonato Brasileiro com o time que menos precisou suar a camisa para chegar a Série D. Foram necessárias apenas três partidas em dois dias para o Náutico conquistar a vaga ao bater o Atlético Roraima por 3 a 0 na decisão do Seletivo.
Nascido em Boa Vista, o Náutico fez como o Independente no Pará e migrou para o interior. Mas ao contrário do Galo, não encontrou a felicidade fora da capital e segue sem levantar uma taça em Caracaraí. Teve a chance de acabar com essa sina em 2012. Foi derrotado para o São Raimundo da decisão do Roraimense.
O técnico Serginho Gois conta em sua maioria com jogadores do próprio estado e mais alguns cariocas, como o meia Leo Cotia e o jovem atacante Vanílson, destaque nas últimas edições do Roraimense.


Atlético Acreano - O Galo acredita é na rapaziada

No início do ano, o Atlético Acreano disputou a Copa São Paulo e deu ao Acre a melhor participação de sua história. O Galo Carijó lutou pela classificação até a última rodada do Grupo L. Acabou sendo eliminado, mas voltou para casa de cabeça erguida e com uma vitória por 3 a 1 sobre o Paraná Clube.
Foi o que o técnico Álvaro Miguéis precisava para ser efetivado ao time principal. E trouxe com ele vários remanescentes da campanha de SP, como p goleiro Robson, o zagueiro Ceildo, o lateral esquerdo Fábio, os volantes Kinho e Tragodara e os atacante Ailton e Gesse.
A garotada deu conta do recado e com a vitória sobre o Independência nas semifinais, garantiu a vaga na Série D e ficou com o vice-campeonato acriano. O meia Josy, principal destaque atleticano no Acrianão, aproveitou a indefinição da Série D e foi para o América-RN, enquanto o atacante Pretinho acertou com o gaúcho Novo Hamburgo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Galo solitário

O Treze está cada vez mais isolado. A presidenta da Federação Paraibana de Futebol, Rosilene Gomes, disse que não vai mais defender o Galo da Borborema. Clique aqui e confira.

Se não entregar os pontos até esta terça, o Galo pode sofrer sérias sanções. É o único que ainda insiste em apelar para a justiça comum.

Já escrevi várias vezes aqui: a vaga na Série C não é do Rio Branco. O Estrelão perdeu os pontos e assim, deveria ser REBAIXADO no lugar do Araguaína.

Mas também não é do Treze.

Não adianta o povo de Campina Grande ficar bravo comigo.

Carta aberta ao presidente do Treze

Caro senhor Fábio Azevedo

Não nos conhecemos. Tudo o que sei sobre o senhor é o que li na Internet. Sei que o senhor foi eleito recentemente para a presidência do Treze, sendo o mais jovem mandatário de toda a história do glorioso Galo da Borborema. Bom ver gente nova no comando do futebol nordestino, tão castigado pelo coronelismo que também prejudica a vida do homem comum.

Vi a foto do senhor no Twitter. Não me leve a mal. Mas com essa cara de “galego”, como se diz aí por essas bandas, deves fazer sucesso com as campinenses. Se fosse ator, poderias ser o príncipe encantado dos contos de fada. Quero deixar claro que sou heterossexual, bem-casado e sem a menor pretensão de "mudar de time".

Mas se a conduta dos últimos tempos fosse levada em conta, seria o vilão de qualquer história.

Concordo plenamente com o senhor que o Rio Branco é um intruso nesta Série C do Brasileiro. O Estrelão não deveria ser punido,é verdade. Apelou para a justiça comum por uma questão que não era de competência da justiça desportiva. Mas a partir do momento em que perdeu seus pontos, deveria ser rebaixado. Sem choro nem vela.

Mas o então presidente da CBF, querendo agradar ao governo federal e o governo acriano, ambos do mesmo partido, resolveu fazer um acordo surreal para que o Rio Branco não caísse. Surreal é até pouco. É bizarro, imoral, maluco, enfim. Se o senhor tiver alguma expressão paraibana para definir, por favor, me avise.

Mas ao invés de mocinho, o senhor virou vilão, senhor Fábio. Quase 60 clubes em todo o Brasil estão parados, esperando vossa senhoria retirar as ações na justiça para que tenhamos campeonato. São dezenas de treinadores, centenas de jogadores, milhares de empregos indiretos e milhões de torcedores prejudicados pelo senhor e pelo Treze. Todos eles já estão fartos de esperarem. Suplicam pela bola rolando. E a CBF já deixou bem claro que só faz a Série C 2012 sem o Treze. Seria bacana ver Paysandu e Águia jogando na terra do melhor São João do Brasil (lá vou eu apanhar do povo de Caruaru). Mas a Confederação já falou por A mais Z que isso não acontecerá nesta temporada.

É triste ver o Galo da Borborema sem competição em 2012? Sem dúvida. Como foi com o Clube do Remo, aqui do Pará, em 2009. Assim como o seu Galo, o Leão foi campeão brasileiro. Não conseguiu vaga na Quarta Divisão naquela época. E foi jogar amistosos pelo interior.

Se o senhor quer ser um mocinho no futebol brasileiro, tem inúmeras bandeiras a levantar.

Comece combatendo o coronelismo na federação de seu estado para que o futebol paraibano saia do ostracismo.O tempo de Rosilene Gomes acabou.

O Treze não é Flamengo, Corinthians ou São Paulo. Mas tem prestígio o bastante para ser ouvido no Nordeste. Mostre para toda a região o que é o STJD. Um tribunal que atualmente, só serve para juristas exporem paixões clubisticas e virtuosismos jurídicos. Um tribunal de dois pesos e duas medidas.

Junte-se aos companheiros presidentes de outros clubes do Nordeste e façam a Liga Nordeste. Ajude a acabar com os ultrapassados estaduais e mostre qual região do Brasil é a verdadeira apaixonada por futebol. Vocês aí tem tanto poder e não o conhecem.

A Paraíba já negou um presidente da república e deixou seu ato registrado na sua bandeira com um enorme NEGO.

Negue mais uma vez, e o senhor será um dos mocinhos do futebol nacional.

P.S – Qualquer dia desses, estarei aí em Campina Grande com minha esposa. Adoramos comida nordestina. O senhor poderia me indicar um bom restaurante?

terça-feira, 12 de junho de 2012

Peroba (ou Pereba?) do ano

Nesses últimos tempos, acompanhei quase que diariamente os treinos do Paysandu. Então, dá para dizer que vi de perto praticamente todos os passos de Adriano Magrão nos campos paraenses. E os resmungos.

Sim, porque era fácil ver Adriano reclamando de tudo. Se queixava do calor, do ônibus, da viagem para Cametá, da falta de bola aérea. O goiano montou quase que um time completo de lamentações. E gol que é bom, só dois. Um contra o Coritiba e outro no amistoso contra o Nacional em Paragominas.

Foi dispensado pelo Paysandu e acertou com o Remo. Marcou estar no Baenão em uma quarta-feira. Deu furo. O mesmo na quinta e depois no domingo, antes do Re-Pa.

Retornou na terça-feira a Belém, se apresentou na Curuzu e disse que estava disponível ao Remo, como se nada tivesse acontecido. E foi esnobado também pelos azulinos.

Um pequeno episódio que mostra como jogadores enxergam os clubes paraenses. Tudo pode, cada um faz o que quer.

Com dirigentes que adoram ladrar na imprensa, mas não mordem ninguém na prática, não é de admirar.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fogueira das vaidades

Flávio Lopes tem um currículo de poucas conquistas como treinador.

Só conquistou a extinta Sul-Minas com o América-MG, em 2000. O Paranaense de 2001 pelo Atlético-PR e o Potiguar de 2005 pelo ABC-RN.

Três títulos em 12 anos.

Mas o que ex-meia fez no Remo quase equivale a um título.

Classificou, ainda que por vias tortas, para a Série D do Brasileiro, um time sem padrão de jogo, desmotivado e tecnicamente fraco.

Salvou a pátria remista e a de dirigentes que há anos se julgam especialistas em futebol, mesmo depois do time que ajudaram a montar.

Mas a vaidade dessa gente é insaciável.

Ficaram enciumados ao verem o técnico ser o centro das atenções e botar o dedo na ferida dos conturbados bastidores do clube.

Esperavam por alguma desculpa para verem Lopes fora do caminho.

Os 3 a 0 do Re-Pa é tudo o que queriam.

"Ou ele ou eu", diz um cartola, que ainda afirma: "não respiro o mesmo ar que ele".

Nem madame gagá faria papelão tão ridículo.

Mais uma vez, o ciúme masculino no caminho do futebol paraense.

Se nessa queda de braço, o perdedor por Lopes, é melhor o remista desistir de dias melhores.

Porque é a prova de que o futebol do Pará está comprometido com o amadorismo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Re-Pa. De novo.

E lá vamos nós para mais um Re-Pa. Fruto da incapacidade dos mandatários do futebol paraense em criarem novas formas de gerarem receita. A torcida tem mesmo que sustentar os clubes, já que os dirigentes estão mais preocupados em tornarem "persona non-grata" jornalistas que ferem seus egos e vaidades.

Remo e Paysandu do Campeonato Brasileiro são duas obras em construção. Roberval Davino se preocupou com os alicerces da "casa", colocando três zagueiros. Dos três, Fábio Sanches e Marcus Vinicius ainda estão sendo conhecidos. Por via das dúvidas, o trio tem dois volantes para protege-los.

Em compensação, Yago Pikachu e Leandrinho tem espaço livre para atacar ao lado de Alex William, outro estranho no ninho. Três mosqueteiros do um por todos e todos por Kiros, o gigante que carece de bolas aéreas. Tiago Potiguar seria o D´artagnan desta turma, responsável pelas bolas rasteiras para o chute forte do atacante de 1,95 de altura.

Flávio Lopes não esconde de ninguém que era contra o Re-Pa. Acabou cedendo, imaginando atrasos ainda maiores nos salários. O time que joga o Re-Pa tem uma defesa renovada. Sobraram apenas Adriano e Juan Sosa. Vieram Dida, Ávalos e Paulinho para os lugares de Thiago Cametá, Diego Barros e Aldivan, respectivamente.

Mesmo elogiado, Johnattan parece que vai ser mais um valor da base que não vai ter a tão sonhada valorização. Flávio dá mostras que vai confiar mais em Marcos Pinguim. Pelo menos o mineiro já mostrou que sabe sair jogando tão bem quanto Johnattan. Deve encaixar bem com André.

Enquanto Magnum não recupera a forma física, Ratinho se candidata ao cargo de maestro do meio-campo. Enquanto isso, Lopes ainda aposta na combinação "velocista-finalizador". Fábio Oliveira segue intocável na função de fazer gols, enquanto Marcelo Maciel, o mais técnico dos velocistas, é quem desponta.

Só falta a torcida ter boa vontade para ver os seus novos times.

O caixa agradece.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Peter Pan do Pará

No Globoesporte.com paraense, Landu chora as pitangas por ter sido recusado por Remo e Paysandu. Quem não viu, clique aqui. Recusado e com razão.

Os "landuístas" do Baenão que já cerraram os dentes ao lerem o primeiro parágrafo, peço que larguem as pedras e sigam lendo antes de organizarem pelo Facebook uma caminhada até minha casa para xingarem esse "herege". Landu é um bom jogador. Tem velocidade, raça, um pouquinho de habilidade e um outro tanto de faro de gol. Descrição que também vale para o Marcelo Maciel. Ou para o Joãozinho. Ou Cassiano. E todos estão no Remo atualmente. O cargo de velocista está mais do que preenchido.

Mas de Landu para os outros citados existem diferenças. O chutador de bolsas é extrovertido. Até demais em alguns momentos. Por causa do temperamento, colecionou problemas. O que em outros lugares era encrenca, aqui era chamado de folclore. Por isso que com exceção do Remo, Landu não teve longas temporadas em nenhum clube durante a carreira.

Alguém vai dizer que valeria a pena contratá-lo porque hoje é mais experiente. O próprio Landu, na entrevista ao Globoesporte, derruba o argumento. "Eu acho que merecia uma chance, até porque já ajudei o Remo a conquistar vários títulos", disse ele, pedindo a gratidão dos dirigentes. Contratem o time todo campeão de 2005 na Série C então. Aos 34 anos, Landu ficou mais experiente apenas na cidade. Mas parece não ter amadurecido. E na última passagem por aqui, mostrou que continua com os mesmos defeitos de sempre dentro de campo. Erra passes, peca na visão de jogo e confunde velocidade com pressa. Como era há muitos anos atrás. E não foi por falta de oportunidades que não progrediu.

Landu foi polêmico, folclórico, foi um Carlitos do futebol paraense. Ver esse espetáculo já foi engraçado.

Já foi.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mundinho estranho

Mais de 2 mil jogadores estão parados aguardando um desfecho para o imbróglio das Séries C e D. E precisou os clubes pressionarem a CBF para alguém da entidade resolver tomar uma ação efetiva contra os nós jurídicos atados por Treze, Rio Branco, Brasil e Santo André.

Já são mais de 10 dias.

Bem menos que Ronaldinho Gaúcho deve esperar para jogar pelo Atlético Mineiro.

Talvez nesta quinta-feira, tudo esteja resolvido.

Para o Ronaldinho.

Já para milhares de profissionais...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Magrão do Leão



Talvez Adriano Magrão não conheça a música que consagrou Milton Nascimento.

O título da bela música tem tudo a ver com o atacante.

Mas ao contrário do que diz a canção, ele não ouviu a voz das estradas e vai ficar em Belém.

Fez a travessia da Almirante Barroso e na segunda-feira, deve se apresentar ao Remo.

Durante toda sua estada no Paysandu, ele reclamou que as bolas que precisava para confirmar seu instino goleador. Principalmente aéreas. Yago Pikachu e Thiago Potiguar insistiam nas bolas rasteiras.

Com Magnum, a tendência é que as assistências não faltem.

Mas será que Magrão vai escapar da "máquina moedora de centroavantes" que o Baenão se tornou nos últimos anos?

Frontini, Finazzi, Zé Carlos e outros nomes menos badalados foram triturados por lá.