quinta-feira, 7 de junho de 2012

Peter Pan do Pará

No Globoesporte.com paraense, Landu chora as pitangas por ter sido recusado por Remo e Paysandu. Quem não viu, clique aqui. Recusado e com razão.

Os "landuístas" do Baenão que já cerraram os dentes ao lerem o primeiro parágrafo, peço que larguem as pedras e sigam lendo antes de organizarem pelo Facebook uma caminhada até minha casa para xingarem esse "herege". Landu é um bom jogador. Tem velocidade, raça, um pouquinho de habilidade e um outro tanto de faro de gol. Descrição que também vale para o Marcelo Maciel. Ou para o Joãozinho. Ou Cassiano. E todos estão no Remo atualmente. O cargo de velocista está mais do que preenchido.

Mas de Landu para os outros citados existem diferenças. O chutador de bolsas é extrovertido. Até demais em alguns momentos. Por causa do temperamento, colecionou problemas. O que em outros lugares era encrenca, aqui era chamado de folclore. Por isso que com exceção do Remo, Landu não teve longas temporadas em nenhum clube durante a carreira.

Alguém vai dizer que valeria a pena contratá-lo porque hoje é mais experiente. O próprio Landu, na entrevista ao Globoesporte, derruba o argumento. "Eu acho que merecia uma chance, até porque já ajudei o Remo a conquistar vários títulos", disse ele, pedindo a gratidão dos dirigentes. Contratem o time todo campeão de 2005 na Série C então. Aos 34 anos, Landu ficou mais experiente apenas na cidade. Mas parece não ter amadurecido. E na última passagem por aqui, mostrou que continua com os mesmos defeitos de sempre dentro de campo. Erra passes, peca na visão de jogo e confunde velocidade com pressa. Como era há muitos anos atrás. E não foi por falta de oportunidades que não progrediu.

Landu foi polêmico, folclórico, foi um Carlitos do futebol paraense. Ver esse espetáculo já foi engraçado.

Já foi.

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