Perguntado sobre um seguidor do twitter sobre o último paraense a ser artilheiro do Parazão, notei um fato interessante. Se perguntarem sobre revelações para o gol, logo lembrarão de Jader, do São Francisco. Nas laterais, Yago Pikachu e Jairinho, do Paysandu e Tiago Cametá, do Remo, logo vem a mente. A defesa teve Tiago Costa, do Paysandu e Perema, do São Francisco. Lembrar de meio-campistas não é tarefa difícil. Neto, do Paysandu e Jhonattan, do Remo mostraram talento. Mas e o centroavante?
A artilharia do Parazão 2012 vai ficar com um forasteiro. Com 11 gols, o roraimense Branco, do Águia, dificilmente deve manter-se em primeiro lugar. Tem só um a mais que os fluminenses Fábio Oliveira e Rafael Paty, que estarão se enfrentando na decisão defendendo Remo e Cametá, respectivamente.
O centroavante paraense mais próximo deles é Emerson Bala, com sete gols. Não assusta o fato do atacante, já com 33 gols, ainda ter mercado. Encontrar um jogador local da posição foi uma dificuldade dos clubes locais. O São Raimundo então resolveu importar Zé Rodrigues, do Piauí, e o pernambucano Fernando Caranga, que jogou a Segundinha pelo Bragantino. Nenhum dos dois emplacou. O Independente tirou do Remo o atacante Felipe Gaúcho quase na porta do avião que o trouxe de Goiás para o Pará. Viu que não valeu a pena furar o olho do leão.
Cametá e Águia ainda conseguiram bom resultado com seus homens de área. O São Francisco, que foi quase um "Athetic Bilbao ao tucupi", só teve três jogadores de fora do oeste do Pará. Emerson Bala foi um deles e se tornou exceção porque não foi encontrado nenhum jogador grande, forte e com faro de gol as margens do Tapajós.
Na Tuna, Torrô seria a esperança da terra. Ficou "só uma chuva" no Souza. A experiência do Papão com Luan foi curta. Já o Remo, nem tinha quem buscar na base.
A propósito: o último paraense a ser artilheiro do Parazão foi Leandro Cearense. O castanhalense filho de cearenses fez 21 gols pelo Cametá e se foi para o Vila Nova e depois para o Cuiabá.
E não deixou um sucessor.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Remo campeão. E não se fala mais nisso.
Remo campeão do Segundo Turno do Parazão.
O título saiu neste domingo.
Para a alegria de quem ama e respeita o futebol, a segunda-feira não será de recursos, apelações, liminares ou outros recursos judiciais do gênero.
Louvado STJD que cassou a insana liminar do TJD paraense que anulava a suspensão de Adriano e Cassiano.
Louvado Flávio Lopes que teve o bom senso de não escalá-los.
Melhor para o próprio Remo, que teve Jamilton soberano no gol azulino, como se o jogo valesse a própria vida.
O Águia teve mais chances no primeiro tempo, mas não chegou a ser sufocado como no jogo em Marabá. Johnattan foi recuado para dar a saída de bola que Juan Sosa e Adenísio não podiam fazer. E estava acompanhado de Aldivan, o lateral que voltou a ser meio-campo.
No segundo tempo, Joãozinho deixou o jogo em presença de corpo. Porque de alma, estava longe. Seria pela "moral" dada pelos cartolas azulinos, que queriam Cassiano e não ele, em campo? De qualquer forma, Marciano ajudou a povoar o meio-campo, onde o Águia só tinha três jogadores. João Galvão sacrificou um homem no setor para colocar Vando, Valdanes e Branco juntos no ataque. Faltou quem mandasse esta bola para eles. Flamel não estava nos seus melhores dias. E Diego Biro, voluntarioso como sempre. E só.
Com o meio-campo do Azulão de Marabá neutralizado, Cássio se sentiu livre para cruzar e Fábio Oliveira colocou o Remo na frente.
Com apenas 19 anos, Johnattan atuou que nem veterano. Os deuses do futebol concordavam. O voleio errado de Marciano virou passe para ele fazer 2 a 0.
Festa dos mais de 40 mil remistas. Mais uma vez, o torcedor paraense não negou fogo.
O título é deles. Dos jogadores e da comissão técnica
E de mais ninguém.
Agora, é a disputa do título e da vaga para a Série D com o Cametá.
O título saiu neste domingo.
Para a alegria de quem ama e respeita o futebol, a segunda-feira não será de recursos, apelações, liminares ou outros recursos judiciais do gênero.
Louvado STJD que cassou a insana liminar do TJD paraense que anulava a suspensão de Adriano e Cassiano.
Louvado Flávio Lopes que teve o bom senso de não escalá-los.
Melhor para o próprio Remo, que teve Jamilton soberano no gol azulino, como se o jogo valesse a própria vida.
O Águia teve mais chances no primeiro tempo, mas não chegou a ser sufocado como no jogo em Marabá. Johnattan foi recuado para dar a saída de bola que Juan Sosa e Adenísio não podiam fazer. E estava acompanhado de Aldivan, o lateral que voltou a ser meio-campo.
No segundo tempo, Joãozinho deixou o jogo em presença de corpo. Porque de alma, estava longe. Seria pela "moral" dada pelos cartolas azulinos, que queriam Cassiano e não ele, em campo? De qualquer forma, Marciano ajudou a povoar o meio-campo, onde o Águia só tinha três jogadores. João Galvão sacrificou um homem no setor para colocar Vando, Valdanes e Branco juntos no ataque. Faltou quem mandasse esta bola para eles. Flamel não estava nos seus melhores dias. E Diego Biro, voluntarioso como sempre. E só.
Com o meio-campo do Azulão de Marabá neutralizado, Cássio se sentiu livre para cruzar e Fábio Oliveira colocou o Remo na frente.
Com apenas 19 anos, Johnattan atuou que nem veterano. Os deuses do futebol concordavam. O voleio errado de Marciano virou passe para ele fazer 2 a 0.
Festa dos mais de 40 mil remistas. Mais uma vez, o torcedor paraense não negou fogo.
O título é deles. Dos jogadores e da comissão técnica
E de mais ninguém.
Agora, é a disputa do título e da vaga para a Série D com o Cametá.
sábado, 28 de abril de 2012
Decisão no Mangueirão
Decisão exige o melhor estádio disponível. E em Belém, nenhum lugar melhor que o Mangueirão para receber Remo x Águia, a final do Segundo Turno do Parazão. O bom senso acabou vencendo a insensatez dos dirigentes remistas, que acham que somente no Baenão o Remo é capaz de ser campeão.
Para chegar a mais uma decisão, o Águia precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença. Pensando nisso, João Galvão coloca três atacantes. Tem o rápido Valdanes e o técnico Wando, que mesmo sem estar nas suas melhores condições físicas, deve ser útil pela experiência. E sem contar Branco, o atacante nascido para marcar no Mangueirão. O Estádio Olímpico do Pará é a segunda casa do roraimense, autor do gol do empate de 1 a 1 contra o Paysandu, nas semifinais do Segundo Turno. Foi dele também o gol da vitória contra o Remo, com a camisa do Holanda, em 2008, pela Série C, um gol que foi o divisor de águas na história recente do Leão. Se ao menos tivesse empatado aquela partida, talvez hoje o time de Antônio Baena estivesse na Terceira Divisão.
Além dos três atacantes, o Águia só terá um único volante. Analdo faz o trabalho sujo enquanto Marquinhos e Flamel abastecem o trio. E ainda tem Leo Rosa e Rayro, laterais muito mais dedicados ao apoio do que a marcação. Galvão aposta que a excelente fase dos zagueiros Charles e Roberto vai dar conta do recado.
No momento em que estas linhas são escritas, Flávio Lopes deve estar pensando se aproveita esse espaço todo ou se reforça a defesa. Se a opção for a primeira, Edu Chiquita tem a oportunidade de fazer uma estreia de gala no lugar Betinho. Com uma virose, não será ele o substituto de Magnum. Mas caso a opção B seja considerada a melhor pelo comandante mineiro, Adenísio é quem entra. Como se diz nas redes sociais, "os remistas pira". Com Adenísio e Juan Sosa improvisado no meio-campo, o Remo fica sem saída de bola.
Neste domingo, o Remo decide se continua na luta por uma vaga na Série D ou espera pela desistência ou de Rondônia ou Roraima para ter calendário.
Dois anos de fora de um Brasileiro seria uma tragédia para o Leão. Uma tragédia para uma torcida que deve fazer da partida deste domingo a campeã de público do final de semana, superando a decisão carioca e as semifinais de SP.
O torcedor paraense é um fenômeno.
Fim do circo
Os protagonistas da decisão são os jogadores e não juristas e dirigentes desesperados por publicidade. E isso será possível por causa do STJD que cassou as liminares dadas pelo TJD paraense para o goleiro Adriano e o atacante Cassiano, que permitiam os suspensos atuarem contra o Águia. A notícia foi dada pelo Globoesporte.com local.
A bizarra anulação do terceiro cartão amarelo soou absurda até mesmo para um tribunal que em vários momentos, julga de forma política e não jurídica. E assim o campeão do turno e adversário do Cametá na decisão será conhecido DENTRO de campo e não fora.
Cada um de nós tem direito a 15 minutos de fama. E Andy Warhol não estabeleceu minutos de acréscimo.
Os magistrados da bola e cartolas paraenses não haviam entendido.
Para chegar a mais uma decisão, o Águia precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença. Pensando nisso, João Galvão coloca três atacantes. Tem o rápido Valdanes e o técnico Wando, que mesmo sem estar nas suas melhores condições físicas, deve ser útil pela experiência. E sem contar Branco, o atacante nascido para marcar no Mangueirão. O Estádio Olímpico do Pará é a segunda casa do roraimense, autor do gol do empate de 1 a 1 contra o Paysandu, nas semifinais do Segundo Turno. Foi dele também o gol da vitória contra o Remo, com a camisa do Holanda, em 2008, pela Série C, um gol que foi o divisor de águas na história recente do Leão. Se ao menos tivesse empatado aquela partida, talvez hoje o time de Antônio Baena estivesse na Terceira Divisão.
Além dos três atacantes, o Águia só terá um único volante. Analdo faz o trabalho sujo enquanto Marquinhos e Flamel abastecem o trio. E ainda tem Leo Rosa e Rayro, laterais muito mais dedicados ao apoio do que a marcação. Galvão aposta que a excelente fase dos zagueiros Charles e Roberto vai dar conta do recado.
No momento em que estas linhas são escritas, Flávio Lopes deve estar pensando se aproveita esse espaço todo ou se reforça a defesa. Se a opção for a primeira, Edu Chiquita tem a oportunidade de fazer uma estreia de gala no lugar Betinho. Com uma virose, não será ele o substituto de Magnum. Mas caso a opção B seja considerada a melhor pelo comandante mineiro, Adenísio é quem entra. Como se diz nas redes sociais, "os remistas pira". Com Adenísio e Juan Sosa improvisado no meio-campo, o Remo fica sem saída de bola.
Neste domingo, o Remo decide se continua na luta por uma vaga na Série D ou espera pela desistência ou de Rondônia ou Roraima para ter calendário.
Dois anos de fora de um Brasileiro seria uma tragédia para o Leão. Uma tragédia para uma torcida que deve fazer da partida deste domingo a campeã de público do final de semana, superando a decisão carioca e as semifinais de SP.
O torcedor paraense é um fenômeno.
Fim do circo
Os protagonistas da decisão são os jogadores e não juristas e dirigentes desesperados por publicidade. E isso será possível por causa do STJD que cassou as liminares dadas pelo TJD paraense para o goleiro Adriano e o atacante Cassiano, que permitiam os suspensos atuarem contra o Águia. A notícia foi dada pelo Globoesporte.com local.
A bizarra anulação do terceiro cartão amarelo soou absurda até mesmo para um tribunal que em vários momentos, julga de forma política e não jurídica. E assim o campeão do turno e adversário do Cametá na decisão será conhecido DENTRO de campo e não fora.
Cada um de nós tem direito a 15 minutos de fama. E Andy Warhol não estabeleceu minutos de acréscimo.
Os magistrados da bola e cartolas paraenses não haviam entendido.
Uma vitoriosa derrota
O Pinheirense conseguiu uma "vitória" na Copa do Brasil Feminina. Vitória sim, porque foi apenas derrotado e não humilhado pelo Vitória-PE. As "Guerreiras das Tabocas" fizeram "só" 2 a 0, o menor placar delas nesta temporada. No próximo sábado, terão que vencer por três gols de diferença em Vitória de Santo Antão para chegarem às semifinais.
Tá certo que o Vitória tinha um adversário e tanto. O gramado do Abelardo Conduru é simplesmente impraticável. A "síndrome do pensamento pequeno" é uma doença que contamina os dirigentes do futebol paraense e impediu o jogo em um campo mais adequado.
Mas contra o Pinheirense, havia uma equipe com oito jogadoras que jogaram ou ainda jogam na Seleção Brasileira, com experiência internacional e semi-profissionais, um luxo no tão desprezado futebol feminino nacional.
A diferença técnica do futebol do Norte para outras regiões só será reduzida com competições regulares. A Copa do Brasil é apenas um paliativo arranjado pela CBF. Obrigar os times das Séries A e B a formarem equipes femininas, que joguem um Campeonato Brasileiro, com partidas preliminares aos jogos dos homens seria uma boa saída. Mas esperar que a entidade máxima do futebol brasileiro faça algo pelas mulheres é pedir demais.
Mal fazem pelos homens.
Tá certo que o Vitória tinha um adversário e tanto. O gramado do Abelardo Conduru é simplesmente impraticável. A "síndrome do pensamento pequeno" é uma doença que contamina os dirigentes do futebol paraense e impediu o jogo em um campo mais adequado.
Mas contra o Pinheirense, havia uma equipe com oito jogadoras que jogaram ou ainda jogam na Seleção Brasileira, com experiência internacional e semi-profissionais, um luxo no tão desprezado futebol feminino nacional.
A diferença técnica do futebol do Norte para outras regiões só será reduzida com competições regulares. A Copa do Brasil é apenas um paliativo arranjado pela CBF. Obrigar os times das Séries A e B a formarem equipes femininas, que joguem um Campeonato Brasileiro, com partidas preliminares aos jogos dos homens seria uma boa saída. Mas esperar que a entidade máxima do futebol brasileiro faça algo pelas mulheres é pedir demais.
Mal fazem pelos homens.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Pensem nas meninas
Quando um time com tantos jogadores (as) de Seleção esteve em Belém. Resposta fácil: nesta sexta-feira, quando o Vitória-PE chegou a Belém. No sábado a tarde (28/04), o Pinheirense enfrenta o time com oito jogadoras que estão ou estiveram na Seleção Brasileira, às 15 horas, em Icoaraci, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Exagero é a marca do time de Vitória de Santo Antão. O saco de pancadas do futebol masculino virou o espancador no feminino. Em apenas dois jogos da Copa do Brasil, foram 26 gols, fruto das goleadas sobre o América-RN (15 x 0) e Boca Junior-SE (9 x 0). E estas estão longe de serem as "obras-primas" das meninas do sertão pernambucano. No Estadual, chegaram a vencer por 24 x 0. Em outra partida, o jogo durou apenas 20 minutos. O adversário desistiu após levar cinco gols logo de cara. Só sete partidas e mais de 100 gols.
Um senhor desafio para o Pinheirense, que também terá sua jogadora de Seleção. Mayara, campeã brasileira Sub-17, estará em campo.
Grandes jogadoras que mereciam um grande estádio. O esburacado e arenoso campo do Abelardo Conduru é uma afronta ao futebol.
Os dirigentes do futebol feminino, assim como o dos masculino tem um longo caminho rumo ao amadurecimento.
Exagero é a marca do time de Vitória de Santo Antão. O saco de pancadas do futebol masculino virou o espancador no feminino. Em apenas dois jogos da Copa do Brasil, foram 26 gols, fruto das goleadas sobre o América-RN (15 x 0) e Boca Junior-SE (9 x 0). E estas estão longe de serem as "obras-primas" das meninas do sertão pernambucano. No Estadual, chegaram a vencer por 24 x 0. Em outra partida, o jogo durou apenas 20 minutos. O adversário desistiu após levar cinco gols logo de cara. Só sete partidas e mais de 100 gols.
Um senhor desafio para o Pinheirense, que também terá sua jogadora de Seleção. Mayara, campeã brasileira Sub-17, estará em campo.
Grandes jogadoras que mereciam um grande estádio. O esburacado e arenoso campo do Abelardo Conduru é uma afronta ao futebol.
Os dirigentes do futebol feminino, assim como o dos masculino tem um longo caminho rumo ao amadurecimento.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Missão impossível
Complicou.
Complicou mesmo.
Com 4 a 1, o Paysandu tem mais é que pensar em fazer um papel digno no jogo de volta contra o Coritiba. Porque o Coxa ficou com um pé e quatro dedos nas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Lecheva imaginou Thiago Potiguar aterrorizando a defesa do Coxa com sua correria. Acostumado com o sol escaldante de Currais Novos, o potiguar não conseguia assustar nem os pesados Demerson e Emerson no frio curitibano.
O Coxa atacava a vontade. Isso porque o Paysandu precisava de um armador que valorizasse a posse de bola. Tudo aquilo o que Kariri não é. Aos 32 minutos, o Coxa acertou a mira. A defesa deu umas semanas para Anderson Aquino pensar onde iria chutar. Ele pensou bem mais rápido e fez 1 a 0.
Um banho de água fria em uma noite gelada chega a doer. Doeu em Thiago Costa, que nunca havia jogado em temperaturas baixas. No recuo errado, 2 a 0 com Roberto. E como desgraça pouca é bobagem, 3 a 0, com Everton Ribeiro.
Harisson entrou no segundo tempo. O Paysandu lembrou aquele time vibrante da Ilha do Retino. Confusão na área e Thiago Potiguar diminuiu. Com 3 a 1, o "impossível" virava "quem sabe". Poderia se transformar em "dá sim" se Adriano Magrão tivesse acertado a cabeça. Vanderlei pegou no susto.
O árbitro Guilherme Cereta de Lima deu o ar da graça. Tiago Costa não tocou em Rafael Silva, mas o pênalti foi marcado. Paulo Rafael fez justiça com as próprias mãos (ou com uma mão só) na cobrança de Everton Ribeiro.
Quando o Paysandu era melhor, Rafael Silva caía na área de novo, derrubado por Paulo Rafael, expulso na hora. O meia Harison foi para o gol e nem chegou perto de pegar a cobrança de Tcheco.
4 a 1.
Complicou.
Complicou mesmo.
Complicou mesmo.
Com 4 a 1, o Paysandu tem mais é que pensar em fazer um papel digno no jogo de volta contra o Coritiba. Porque o Coxa ficou com um pé e quatro dedos nas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Lecheva imaginou Thiago Potiguar aterrorizando a defesa do Coxa com sua correria. Acostumado com o sol escaldante de Currais Novos, o potiguar não conseguia assustar nem os pesados Demerson e Emerson no frio curitibano.
O Coxa atacava a vontade. Isso porque o Paysandu precisava de um armador que valorizasse a posse de bola. Tudo aquilo o que Kariri não é. Aos 32 minutos, o Coxa acertou a mira. A defesa deu umas semanas para Anderson Aquino pensar onde iria chutar. Ele pensou bem mais rápido e fez 1 a 0.
Um banho de água fria em uma noite gelada chega a doer. Doeu em Thiago Costa, que nunca havia jogado em temperaturas baixas. No recuo errado, 2 a 0 com Roberto. E como desgraça pouca é bobagem, 3 a 0, com Everton Ribeiro.
Harisson entrou no segundo tempo. O Paysandu lembrou aquele time vibrante da Ilha do Retino. Confusão na área e Thiago Potiguar diminuiu. Com 3 a 1, o "impossível" virava "quem sabe". Poderia se transformar em "dá sim" se Adriano Magrão tivesse acertado a cabeça. Vanderlei pegou no susto.
O árbitro Guilherme Cereta de Lima deu o ar da graça. Tiago Costa não tocou em Rafael Silva, mas o pênalti foi marcado. Paulo Rafael fez justiça com as próprias mãos (ou com uma mão só) na cobrança de Everton Ribeiro.
Quando o Paysandu era melhor, Rafael Silva caía na área de novo, derrubado por Paulo Rafael, expulso na hora. O meia Harison foi para o gol e nem chegou perto de pegar a cobrança de Tcheco.
4 a 1.
Complicou.
Complicou mesmo.
Maldito futebol dos bastidores
O Remo terá o goleiro Adriano na decisão contra o Águia. O jogador foi expulso no jogo de ida em Marabá, mas foi absolvido. Mas a decisão polêmica foi outra.
O departamento jurídico do Leão conseguiu legalizar Cassiano para a decisão do segundo turno do Parazão, contra o Águia. O TJD teria aceitado uma medida cautelar dos advogados do Remo, que libera o atacante até que haja julgamento.
As vésperas da decisão, mais uma vez esquecemos do campo. O trocamos pelas salas de tribunais. Nada de entrevistas com jogadores e técnicos e tome advogados, juízes, desembargadores e outras "otoridades" vomitando juridiquês na cabeça do torcedores. E se o Remo for campeão com Cassiano, fica um enorme ponto de interrogação sobre as cabeças azuis. Valeu o título ou não?
Se isso tudo é legal? É direito do Remo? Não sei. Como diria Ricardo Teixeira, "caguei montão" para códigos, leis, artigos, anexos e outros badaluques jurídicos. Estou entre a maioria que prefere que tudo seja decidido com gols, ali no campo, aos olhos de todos nós.
O gostoso de uma decisão é o clima que se sente na semana do jogo. Tudo isso estragado por dirigentes que primeiramente, elegem um estádio como essencial para uma vitória. O Baenão se torna o templo sacrossanto onde a fé azul não será blasfemada. Dali, o Leão sai campeão e ponto final. Esqueça segurança, conforto, vidas, integridade física da torcida visitante. Tem que ser ali o jogo. E até parte da torcida resolveu entrar nesta onda.
Fracassada a batalha, parte-se para outra fora de campo. Cassiano, o atacante de muita velocidade e poucos recursos técnicos vira o ungido pelos deuses azuis. Será ele que salvará a nação azulina do ócio do segundo semestre. Oh, Cassiano, rogai por nós, dirigentes incompetentes, que persistimos no pecado de fazermos times grandes e não grandes times. E Joãozinho, que seria o substituto? Se precisarem dele, como estará moralmente após este grande "voto de confiança"?
Mais uma vez, o foco da decisão se volta para quem não merece um minuto de nossa atenção. E a festa pode dar lugar para a dúvida.
Infeliz do futebol paraense que vive com gente assim.
O departamento jurídico do Leão conseguiu legalizar Cassiano para a decisão do segundo turno do Parazão, contra o Águia. O TJD teria aceitado uma medida cautelar dos advogados do Remo, que libera o atacante até que haja julgamento.
As vésperas da decisão, mais uma vez esquecemos do campo. O trocamos pelas salas de tribunais. Nada de entrevistas com jogadores e técnicos e tome advogados, juízes, desembargadores e outras "otoridades" vomitando juridiquês na cabeça do torcedores. E se o Remo for campeão com Cassiano, fica um enorme ponto de interrogação sobre as cabeças azuis. Valeu o título ou não?
Se isso tudo é legal? É direito do Remo? Não sei. Como diria Ricardo Teixeira, "caguei montão" para códigos, leis, artigos, anexos e outros badaluques jurídicos. Estou entre a maioria que prefere que tudo seja decidido com gols, ali no campo, aos olhos de todos nós.
O gostoso de uma decisão é o clima que se sente na semana do jogo. Tudo isso estragado por dirigentes que primeiramente, elegem um estádio como essencial para uma vitória. O Baenão se torna o templo sacrossanto onde a fé azul não será blasfemada. Dali, o Leão sai campeão e ponto final. Esqueça segurança, conforto, vidas, integridade física da torcida visitante. Tem que ser ali o jogo. E até parte da torcida resolveu entrar nesta onda.
Fracassada a batalha, parte-se para outra fora de campo. Cassiano, o atacante de muita velocidade e poucos recursos técnicos vira o ungido pelos deuses azuis. Será ele que salvará a nação azulina do ócio do segundo semestre. Oh, Cassiano, rogai por nós, dirigentes incompetentes, que persistimos no pecado de fazermos times grandes e não grandes times. E Joãozinho, que seria o substituto? Se precisarem dele, como estará moralmente após este grande "voto de confiança"?
Mais uma vez, o foco da decisão se volta para quem não merece um minuto de nossa atenção. E a festa pode dar lugar para a dúvida.
Infeliz do futebol paraense que vive com gente assim.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Raio bicolor
Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar? O Paysandu tentará provar pode cair sim. A partir desta quinta-feira, a partir das 19:30, o protagonista da única grande surpresa da Copa do Brasil (a vitória sobre o Sport) enfrenta mais um time da Primeira Divisão. Um Coritiba que sabe bem o que é ser surpreendido. Em 2005, foi despachado pelo Treze-PB.
A fama de Yago Pikachu já chegou aos ouvidos do técnico Marcelo Oliveira, que deve manter Lucas Mendes, lateral que se destaca mais pela marcação do que pelo apoio. A crença do treinador é que assim "matará de fome" Adriano Magrão e Rafael Oliveira no ataque, podendo assim promover a estreia do volante Sérgio Manoel, revelação do Campeonato Paulista pelo Mirassol, onde se destacou pelo gosto em sair jogando mais adiante. Um bom sinal para Harison. O substituto de Leandrinho dá um toque mais refinado e mais experiência ao meio-campo bicolor.
Experiência também está do lado do Coxa. E Tcheco deve usa-la para cima do jovem Billy. Vanderson poderá ser mais requisitado do que o normal. Resta saber se a meiuca paranaense terá Rafinha, um dos principais destaques do time, e que ainda se recupera de lesão no tornozelo. No último treino, ele ficou de fora, mas foi relacionado. Independente das condições físicas, preocupa a defesa bicolor.
A quinta-feira em Curitiba promete ser fria. Bom para o Coritiba. Mas com chuva intensa durante todo dua. Melhor para o Papão. No jogo entre o time da Série A e o da C, São Pedro faz sua parte para equilibrar as forças.
Basta o Papão aproveitar a ajuda dos céus.
A fama de Yago Pikachu já chegou aos ouvidos do técnico Marcelo Oliveira, que deve manter Lucas Mendes, lateral que se destaca mais pela marcação do que pelo apoio. A crença do treinador é que assim "matará de fome" Adriano Magrão e Rafael Oliveira no ataque, podendo assim promover a estreia do volante Sérgio Manoel, revelação do Campeonato Paulista pelo Mirassol, onde se destacou pelo gosto em sair jogando mais adiante. Um bom sinal para Harison. O substituto de Leandrinho dá um toque mais refinado e mais experiência ao meio-campo bicolor.
Experiência também está do lado do Coxa. E Tcheco deve usa-la para cima do jovem Billy. Vanderson poderá ser mais requisitado do que o normal. Resta saber se a meiuca paranaense terá Rafinha, um dos principais destaques do time, e que ainda se recupera de lesão no tornozelo. No último treino, ele ficou de fora, mas foi relacionado. Independente das condições físicas, preocupa a defesa bicolor.
A quinta-feira em Curitiba promete ser fria. Bom para o Coritiba. Mas com chuva intensa durante todo dua. Melhor para o Papão. No jogo entre o time da Série A e o da C, São Pedro faz sua parte para equilibrar as forças.
Basta o Papão aproveitar a ajuda dos céus.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Seleção do exílio
Enquanto a bola rolava no Campeonato Paraense, alguns jogadores da terra procuravam seu lugar ao sol bem longe daqui. Alguns nomes bastante conhecidos. Já outros, nem tanto. Pelas mãos de empresários ou as histórias de vida fizeram com que nunca jogassem em nenhum clube paraense.
Conheça o Exílio Pará F.C
Raul (Arapongas-PR)
Revelado no Remo, Raul chamou a atenção pela força física e pela técnica. Foi por empréstimo para Atlético-PR e depois Sport. Teve poucas chances em ambos. Foi parar então no Arapongas. Ao lado do atacante Samuel Lopes, ex-Paysandu e Águia e do técnico Dario Pereira, comandante bicolor do histórico jogo contra o Boca Juniors, ajudou a colocar o Arapongas na Série D do Brasileiro deste ano.
Pedro Paulo (Joinville-SC)
Marlon (Novo Hamburgo-RS)
O volante que depois virou lateral no Baenão virou um dos xodós da torcida do Noia, como é carinhosamente conhecido o time da região metropolitana de Porto Alegre. Marcou seis gols no Gauchão.
Chicão (Santa Cruz-PE)
Marabaense, Chicão ajudou o Remo a não cair para a Série C em 2006. Chegou ao Santa Cruz na metade de 2011 e foi titular na campanha que levou o Santa para a Série C. Quando ele não pode entrar em campo, o técnico Zé Teodoro costuma não ter um sono tranquilo
Abuda (Cruzeiro-RS)
Nascido em Almeirim, começou na base do Paysandu e depois foi para a Tuna. Logo botou o pé na estrada rumo ao interior de SP, para jogar na Ferroviária. Após uma rápida passagem pelo Petrolina em 2011, foi para o Cruzeiro, onde ajudou o pequeno clube gaúcho a chegar ao 12º lugar no Estadual.
Ganso (Santos-SP)
Esse dispensa apresentações. Voltou a jogar o futebol dos velhos tempos no Peixe e é presença quase certa na Seleção Brasileira que vai para os Jogos Olímpicos.
Rogerinho (Ceará-CE)
Chegou no início do ano sob olhares desconfiados da torcida do Vozão. Afinal, o paraense de Paragominas foi ídolo no rival Fortaleza. A diretoria do Ceará não se importou com o passado leonino e foi busca-lo no Japão. Não se arrependeu. Rogerinho é o maestro do alvi-negro.
Cléo (Fortaleza)
O baixinho de 1,59 veio do Treze-PB após se tornar rei de Campina Grande. Com gols e assistências, vem fazendo seu nome também no Ceará. Por aqui, fez seus golzinhos por Tuna e Cametá,mas ninguém deu bola.
Lima (Braga-Portugal)
O único "internacional" da lista. O Braga ainda luta pelo título português. Em parte, o mérito é de Lima e seus gols no Portuguesão desse ano. O montealegrense já foi vice-campeão da Liga Europa e disputou uma Liga dos Campeões pelo clube do sul do país.
Colaborou Danilo Pires
Conheça o Exílio Pará F.C
Paulo Sérgio (Caxias-RS)
O goleiro desta lista é um que nunca vestiu as camisas de Remo e Paysandu. O paraense de Tracuateua começou no Internacional e passou Ulbra-RS, Novo Hamburgo-RS, Goiatuba-GO, Corinthians-AL, Vitória-ES, Rio Branco-PR, União Rondonópolis-MT, Varginha-MG, Joinville e Atlético Ibirama-SC.
Foi decisivo nas semifinais do primeiro turno do gaúcho, quando parou o Grêmio na decisão por pênaltis. Foi eleito o melhor goleiro do turno.
Foi decisivo nas semifinais do primeiro turno do gaúcho, quando parou o Grêmio na decisão por pênaltis. Foi eleito o melhor goleiro do turno.
Cicinho (Ponte Preta)
O lateral-direito belenense apareceu como revelação nas últimas rodadas da Série B de 2007. Teve passagem discreta pelo Juventude e se destacou no Brasiliense, de onde saiu direto para a Ponte Preta. Durante todo o Campeonato Paulista, disputou a posição com Guilherme. Na heróica vitória da Macaca sobre o Corinthians, no Pacaembu, foi um dos destaques em campo.
O lateral-direito belenense apareceu como revelação nas últimas rodadas da Série B de 2007. Teve passagem discreta pelo Juventude e se destacou no Brasiliense, de onde saiu direto para a Ponte Preta. Durante todo o Campeonato Paulista, disputou a posição com Guilherme. Na heróica vitória da Macaca sobre o Corinthians, no Pacaembu, foi um dos destaques em campo.
Raul (Arapongas-PR)
Revelado no Remo, Raul chamou a atenção pela força física e pela técnica. Foi por empréstimo para Atlético-PR e depois Sport. Teve poucas chances em ambos. Foi parar então no Arapongas. Ao lado do atacante Samuel Lopes, ex-Paysandu e Águia e do técnico Dario Pereira, comandante bicolor do histórico jogo contra o Boca Juniors, ajudou a colocar o Arapongas na Série D do Brasileiro deste ano.
Pedro Paulo (Joinville-SC)
Os remistas iam a loucura com os momentos as vezes estabanados de Pedro Paulo. O Leão não quis, mas sempre tem quem queira. O JEC quis e não se arrependeu. Brilhou na conquista do título brasileiro da Série C de 2011 e permanece como titular no catarinense.
Marlon (Novo Hamburgo-RS)
O volante que depois virou lateral no Baenão virou um dos xodós da torcida do Noia, como é carinhosamente conhecido o time da região metropolitana de Porto Alegre. Marcou seis gols no Gauchão.
Chicão (Santa Cruz-PE)
Marabaense, Chicão ajudou o Remo a não cair para a Série C em 2006. Chegou ao Santa Cruz na metade de 2011 e foi titular na campanha que levou o Santa para a Série C. Quando ele não pode entrar em campo, o técnico Zé Teodoro costuma não ter um sono tranquilo
Abuda (Cruzeiro-RS)
Nascido em Almeirim, começou na base do Paysandu e depois foi para a Tuna. Logo botou o pé na estrada rumo ao interior de SP, para jogar na Ferroviária. Após uma rápida passagem pelo Petrolina em 2011, foi para o Cruzeiro, onde ajudou o pequeno clube gaúcho a chegar ao 12º lugar no Estadual.
Ganso (Santos-SP)
Esse dispensa apresentações. Voltou a jogar o futebol dos velhos tempos no Peixe e é presença quase certa na Seleção Brasileira que vai para os Jogos Olímpicos.
Rogerinho (Ceará-CE)
Chegou no início do ano sob olhares desconfiados da torcida do Vozão. Afinal, o paraense de Paragominas foi ídolo no rival Fortaleza. A diretoria do Ceará não se importou com o passado leonino e foi busca-lo no Japão. Não se arrependeu. Rogerinho é o maestro do alvi-negro.
O baixinho de 1,59 veio do Treze-PB após se tornar rei de Campina Grande. Com gols e assistências, vem fazendo seu nome também no Ceará. Por aqui, fez seus golzinhos por Tuna e Cametá,mas ninguém deu bola.
Lima (Braga-Portugal)
O único "internacional" da lista. O Braga ainda luta pelo título português. Em parte, o mérito é de Lima e seus gols no Portuguesão desse ano. O montealegrense já foi vice-campeão da Liga Europa e disputou uma Liga dos Campeões pelo clube do sul do país.
Colaborou Danilo Pires
Leão é no Mangueirão
A diretoria bateu o pé, argumentou durante a semana, contra-argumentou, mas não teve jeito. Por determinação da Polícia Militar e do Ministério Público, Remo e Águia jogarão no Mangueirão.
Já defendi aqui no blog o uso do Mangueirão para a final. Oferece mais conforto e segurança para o torcedor. O jogo contra o São Francisco deixou claro os problemas do Baenão nos dois quesitos. E no jogo da semifinal foi de apenas uma única torcida.
Todos os estádios do Pará tem sérios problemas. Eu disse todos, incluindo o Mangueirão. A diretoria do Remo dizia que tinha o direito de colocar o jogo no Baenão, já que o Águia podia fazer o mesmo em relação ao Zinho Oliveira.
Estive no Zinho Oliveira algumas vezes. Sem dúvida, não é um estádio para um jogo normal de Parazão, quanto mais um jogo decisivo. Mas o Zinho pelo menos tem espaços bem delimitados para torcida local e torcida visitante, coisa que nem Baenão e Curuzu possuem. Os estádios de Remo e Paysandu foram feitos para jogos de uma única torcida. E nos estádios interioranos, o torcedor local é mais pacífico e maioria, o que inibe a ação das torcidas organizadas, que se tornam ainda mais perigosas quanto seus membros estão em maior número.
Logo após o anúncio do veto do Baenão, li manifestações de torcedores remistas indignados. Como bem disse o colega de imprensa e amigo Danilo Pires, o episódio mostra o amor da torcida azul pelo seu time. Prefere passar calor, aperto na fila, ficar sem lugar para se acomodar e sem banheiro para ver o Leão campeão. Os clubes locais, da maneira que são administrados, não merecem as torcidas que tem.
Mas o episódio também mostra a descrença no time de Flávio Lopes. Durante toda a semana, a escolha do estádio foi tratada como se fosse determinante para definir o campeão do Segundo Turno.
Verdade seja dita, o time do Remo é inferior tecnicamente. Mas tem jogadores de qualidade suficiente para segurar o Águia. Se jogar da mesma maneira que atuou em Marabá, deve perder. Tem que valorizar a posse de bola, errando menos passes. Magnum, Jonatan, Betinho (ou Edu Chiquita) estarão lá para isso. E os mais experientes, devem passar tranquilidade. Esta é a função de Aldivan e Fábio Oliveira.
E é claro, o torcedor tem fazer sua parte. Se o Remo se intitula grande, tem que fazer isso em um estádio grande.
E grandeza, apenas um templo do futebol paraense a possui.
Já defendi aqui no blog o uso do Mangueirão para a final. Oferece mais conforto e segurança para o torcedor. O jogo contra o São Francisco deixou claro os problemas do Baenão nos dois quesitos. E no jogo da semifinal foi de apenas uma única torcida.
Todos os estádios do Pará tem sérios problemas. Eu disse todos, incluindo o Mangueirão. A diretoria do Remo dizia que tinha o direito de colocar o jogo no Baenão, já que o Águia podia fazer o mesmo em relação ao Zinho Oliveira.
Estive no Zinho Oliveira algumas vezes. Sem dúvida, não é um estádio para um jogo normal de Parazão, quanto mais um jogo decisivo. Mas o Zinho pelo menos tem espaços bem delimitados para torcida local e torcida visitante, coisa que nem Baenão e Curuzu possuem. Os estádios de Remo e Paysandu foram feitos para jogos de uma única torcida. E nos estádios interioranos, o torcedor local é mais pacífico e maioria, o que inibe a ação das torcidas organizadas, que se tornam ainda mais perigosas quanto seus membros estão em maior número.
Logo após o anúncio do veto do Baenão, li manifestações de torcedores remistas indignados. Como bem disse o colega de imprensa e amigo Danilo Pires, o episódio mostra o amor da torcida azul pelo seu time. Prefere passar calor, aperto na fila, ficar sem lugar para se acomodar e sem banheiro para ver o Leão campeão. Os clubes locais, da maneira que são administrados, não merecem as torcidas que tem.
Mas o episódio também mostra a descrença no time de Flávio Lopes. Durante toda a semana, a escolha do estádio foi tratada como se fosse determinante para definir o campeão do Segundo Turno.
Verdade seja dita, o time do Remo é inferior tecnicamente. Mas tem jogadores de qualidade suficiente para segurar o Águia. Se jogar da mesma maneira que atuou em Marabá, deve perder. Tem que valorizar a posse de bola, errando menos passes. Magnum, Jonatan, Betinho (ou Edu Chiquita) estarão lá para isso. E os mais experientes, devem passar tranquilidade. Esta é a função de Aldivan e Fábio Oliveira.
E é claro, o torcedor tem fazer sua parte. Se o Remo se intitula grande, tem que fazer isso em um estádio grande.
E grandeza, apenas um templo do futebol paraense a possui.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Trabalhar? Não me vu.
Segundo o amigo Carlos Ferreira, os jogadores do Cametá entraram em greve. Fruto da falta de salários. Isso explica o acordo entre Remo e Cametá para que os dois jogos da decisão sejam em Belém, caso o Leão chegue a final.
Não sou um xiita anti-investimento público no futebol. A bola pode ser uma excelente maneira de se divulgar um município e atrair investimentos. Se não fosse o futebol, alguém saberia onde fica Mogi Mirim? Provavelmente não.
O investimento público porém, não pode ser a única fonte de dinheiro dos clubes. Que o poder público ajude nos primeiros passos, diminua seus investimentos gradativamente, até que o clube se torne independente. É a ordem natural na vida de todos nós também, não é?
No Cametá, aconteceu o contrário. O Mapará chegou a ter apoio de uma faculdade e de uma rede de farmácias local. Mas no uniforme deste ano, apenas a marca do banco estatal, estampada em todos os outros sete clubes. E olha que o Cametá esteve na decisão do Parazão. Não atraiu nenhum patrocínio?
E assim, restou apenas o poder público para apoiar o Mapará. E os investimentos para manter o clube na elite do Parazão, só aumentando. O prefeito Waldoli Valente paga as contas com prazer. Vira e mexe vai ao Parque do Bacurau assistir os jogos sempre sorridente. Mas e o próximo prefeito? Vai abrir os cofres.
Os dirigentes do Águia não quiseram ficar rezando por um alcaide fanático pela bola e foram atrás dos empresários locais. E conseguiram manter o time na Série C nacional, mesmo com a cidade tendo governantes que nem sabem para que lado fica o Zinho Oliveira.
"Ah, mas em Marabá tem mais dinheiro que em Cametá", vão dizer. Marabá nem sempre foi assim. Cabe ao prefeito mudar a história de vida de um município, de forma que atraia investidores e se desenvolva. Cametá tem peixe para vender. E não estou falando apenas do Mapará. Fazer um futebol melhor extrapola as fronteiras do futebol.
O torcedor agradece. A população, mais ainda.
Não sou um xiita anti-investimento público no futebol. A bola pode ser uma excelente maneira de se divulgar um município e atrair investimentos. Se não fosse o futebol, alguém saberia onde fica Mogi Mirim? Provavelmente não.
O investimento público porém, não pode ser a única fonte de dinheiro dos clubes. Que o poder público ajude nos primeiros passos, diminua seus investimentos gradativamente, até que o clube se torne independente. É a ordem natural na vida de todos nós também, não é?
No Cametá, aconteceu o contrário. O Mapará chegou a ter apoio de uma faculdade e de uma rede de farmácias local. Mas no uniforme deste ano, apenas a marca do banco estatal, estampada em todos os outros sete clubes. E olha que o Cametá esteve na decisão do Parazão. Não atraiu nenhum patrocínio?
E assim, restou apenas o poder público para apoiar o Mapará. E os investimentos para manter o clube na elite do Parazão, só aumentando. O prefeito Waldoli Valente paga as contas com prazer. Vira e mexe vai ao Parque do Bacurau assistir os jogos sempre sorridente. Mas e o próximo prefeito? Vai abrir os cofres.
Os dirigentes do Águia não quiseram ficar rezando por um alcaide fanático pela bola e foram atrás dos empresários locais. E conseguiram manter o time na Série C nacional, mesmo com a cidade tendo governantes que nem sabem para que lado fica o Zinho Oliveira.
"Ah, mas em Marabá tem mais dinheiro que em Cametá", vão dizer. Marabá nem sempre foi assim. Cabe ao prefeito mudar a história de vida de um município, de forma que atraia investidores e se desenvolva. Cametá tem peixe para vender. E não estou falando apenas do Mapará. Fazer um futebol melhor extrapola as fronteiras do futebol.
O torcedor agradece. A população, mais ainda.
Leandrinho fora?
Paulo Rafael, Yago Pikachu, Douglas, Tiago Costa e Pablo; Vanderson, Billy, Leandrinho (Harison) e Thiago Potiguar; Heliton (Rafael Oliveira) e Adriano Magrão. A substituição no ataque foi meramente técnica. Já a do meio-campo, Lecheva foi obrigado a fazer.
Zé Augusto arranca pela direita. Leandrinho o acompanha na corrida. Na hora de tentar o drible, o Zé da Fiel se atrapalha com a bola e confunde a marcação. Leandrinho gira a perna e o pé acaba caindo em um buraco. Instantâneamente, o meia cai de cor no gramado.
A semana já começou com problemas no Papão. Se Leandrinho não puder entrar em campo, Harison deve ser escalado.
Atualização: No fim da manhã, o DM bicolor confirmou que Leandrinho precisará de três semanas para se recuperar. Com Harison, o Papão perde velocidade, mas ganha um toque mais refinado no meio-campo.
Harison é mais técnico e tem mais experiência em jogos contra times grandes. No parágrafo anterior, eu falei problema, é?
Zé Augusto arranca pela direita. Leandrinho o acompanha na corrida. Na hora de tentar o drible, o Zé da Fiel se atrapalha com a bola e confunde a marcação. Leandrinho gira a perna e o pé acaba caindo em um buraco. Instantâneamente, o meia cai de cor no gramado.
A semana já começou com problemas no Papão. Se Leandrinho não puder entrar em campo, Harison deve ser escalado.
Atualização: No fim da manhã, o DM bicolor confirmou que Leandrinho precisará de três semanas para se recuperar. Com Harison, o Papão perde velocidade, mas ganha um toque mais refinado no meio-campo.
Harison é mais técnico e tem mais experiência em jogos contra times grandes. No parágrafo anterior, eu falei problema, é?
domingo, 22 de abril de 2012
Leão de raça
O curto intervalo entre a derrota do Bahia e o primeiro jogo da decisão do Parazão jogou a favor do técnico Flávio Lopes. Não deu tempo de perceber que ele colocaria em Marabá um time com a mesma postura de Salvador. Porque se tivessem percebido, até as sempre sorridentes erveiras do Ver-O-Peso iriam torcer o nariz para o comandante remista.
Contra o Bahia, jogar na retranca foi um desastre total. No Zinho Oliveira quase foi. Branco e Valdanes não são Junior e Lulinha. Branco que não conseguiu nem ser ele mesmo. A estrela que sempre brilhou diante da dupla Re-Pa, desta vez ficou apagada. Porque era o dia do goleiro Adriano ser a estrela. Justificou o apelido de "Paredão" dado pela torcida.
Sim, porque mesmo retrancado, o Remo levou sufoco quase todo o jogo.
Mas em uma das pouquíssimas chances reais de gol, marcou 1 a 0 com Fábio Oliveira. Fora isso, foi um jogo onde o Águia envolvia com seu toque de bola, e o Remo, buscava um contra-ataque para fazer o segundo gol.
Contra-ataque que não aparecia, porque Charles e Roberto não davam espaço. E porque o gás remista acabou rapidinho no calor infernal de Marabá. Restou ao menos a raça azul para segurar o resultado quando o time ficou sem goleiro. Adriano tentou cavar a expulsão de Branco, e cavou a sua própria. A esperteza engoliu o esperto.
Mas em uma das pouquíssimas chances reais de gol, marcou 1 a 0 com Fábio Oliveira. Fora isso, foi um jogo onde o Águia envolvia com seu toque de bola, e o Remo, buscava um contra-ataque para fazer o segundo gol.
Contra-ataque que não aparecia, porque Charles e Roberto não davam espaço. E porque o gás remista acabou rapidinho no calor infernal de Marabá. Restou ao menos a raça azul para segurar o resultado quando o time ficou sem goleiro. Adriano tentou cavar a expulsão de Branco, e cavou a sua própria. A esperteza engoliu o esperto.
O Remo pode até perder o jogo de volta por um gol de diferença que se classifica para a decisão do título e da vaga para a Série D contra o Cametá.
Pelo futebol que mostrou, a diretoria será capaz de matar e morrer para que a partida seja no Baenão.
Que desta vez, não haja confusão.
Tiradentes. Enforcado e esquecido no Pará
Final de semana de feriado de Tiradentes e o clube paraense que carrega o nome do alferes não estará em campo. Se estivesse vivo, o alferes ficaria envergonhado.
Fundado dentro da Polícia Militar, o Tiradentes só conseguiu o título da Segunda Divisão de 2006. Na elite, viveu de participações discretíssimas. E ninguém se abalou por isso, já que o clube também nunca teve uma grande torcida em Belém.Também nunca foi uma grande fábrica de talentos. No futebol atual, o meia bicolor Leandrinho é o jogador saído do Tigrão que mais se destaca.
Em 2009, o Tiradentes passou a ser administrado pela Guarda Municipal de Belém. Caiu para a Segunda Divisão, mas só voltou em 2011, quando passou a alugar sua camisa para a Sociedade Desportiva Paraense, clube-empresa de Marituba que exporta jogadores para o Santos. Com os garotos, o Tigre caiu logo na primeira fase da Segundinha.
Joaquim José da Silva Xavier merecia homenagem melhor.
Fundado dentro da Polícia Militar, o Tiradentes só conseguiu o título da Segunda Divisão de 2006. Na elite, viveu de participações discretíssimas. E ninguém se abalou por isso, já que o clube também nunca teve uma grande torcida em Belém.Também nunca foi uma grande fábrica de talentos. No futebol atual, o meia bicolor Leandrinho é o jogador saído do Tigrão que mais se destaca.
Em 2009, o Tiradentes passou a ser administrado pela Guarda Municipal de Belém. Caiu para a Segunda Divisão, mas só voltou em 2011, quando passou a alugar sua camisa para a Sociedade Desportiva Paraense, clube-empresa de Marituba que exporta jogadores para o Santos. Com os garotos, o Tigre caiu logo na primeira fase da Segundinha.
Joaquim José da Silva Xavier merecia homenagem melhor.
sábado, 21 de abril de 2012
Pinheirense nas quartas
Pinheirense e Viana fizeram uma batalha na tarde deste sábado, em Icoaraci. Batalha mesmo, porque o gramado do estádio Abelardo Conduru é impraticável. Ainda mais com chuva. Levou a melhor quem conhecia bem onde pisava e com a vitória por 2 a 1, o General avançou para as quartas-de-final da Copa do Brasil.
Quem nunca assistiu um jogo de futebol feminino, recomendo desde já: deixe na porta do estádio seus conceitos de futebol, adquiridos no futebol masculino. Entre as mulheres, tudo muda.
O futebol feminino ainda é jovem, se comparado com o masculino. Ainda busca amadurecer, começando pelas formações. As moças ainda não tem a mesma obediência tática dos homens. O Viana deixava um enorme buraco no meio-campo e a defesa estava o tempo todo em linha. Perfeita para lançamentos. Aí entra a segunda limitação. Faltava força para bolas de longa distância. Faltava fundamentos como passe, drible, posicionamento, senso de cobertura, marcação.
E ensinar isso é um dom que poucos treinadores tem. A Seleção Brasileira só se tornou grande depois que o comando foi assumido por Zé Duarte. Ex-técnico de Ponte Preta, Guarani, entre outros clubes,"Seu Zé", com sua paciência e seu didatismo, fez a seleção deixar de ser um amontoado de jogadoras com algum talento para se transformar em um time. Infelizmente, Zé Duarte se foi e não deixou herdeiros da sua arte. Vá até Ananindeua e converse com Formiga sobre o Zé. Os olhos brilham.
Todos esses problemas enumerados tem um pai: o amadorismo, já que no futebol feminino, ninguém vive da bola, realidade que não é apenas local, mas mundial. O amadorismo é o pai de todos os outros problemas.
Dividindo o tempo entre a faculdade e a bola, as meninas do Pinheirense saíram na frente na cabeçada de Pingo, atacante cuja ousadia dentro de campo é proporcional a introversão fora dele. Conseguir entrevista-la é uma missão quase impossível.
No segundo tempo, Raquel, chutou colocado e fez um gol de deixar muito marmanjo com inveja. Assistam o Fala Pará nesta segunda-feira e vejam. No finalzinho, Corrêa, de cabeça, diminuiu.
Pinheirense nas quartas-de-final e no caminho, o temido Vitória-PE, atual vice-campeão da Copa do Brasil e um dos clubes que mais investem no futebol feminino.
No caminho do General, há uma pedra. E que pedra. Pelo menos em matéria de garra, elas, tem muito a ensinar a eles.
Quem nunca assistiu um jogo de futebol feminino, recomendo desde já: deixe na porta do estádio seus conceitos de futebol, adquiridos no futebol masculino. Entre as mulheres, tudo muda.
O futebol feminino ainda é jovem, se comparado com o masculino. Ainda busca amadurecer, começando pelas formações. As moças ainda não tem a mesma obediência tática dos homens. O Viana deixava um enorme buraco no meio-campo e a defesa estava o tempo todo em linha. Perfeita para lançamentos. Aí entra a segunda limitação. Faltava força para bolas de longa distância. Faltava fundamentos como passe, drible, posicionamento, senso de cobertura, marcação.
E ensinar isso é um dom que poucos treinadores tem. A Seleção Brasileira só se tornou grande depois que o comando foi assumido por Zé Duarte. Ex-técnico de Ponte Preta, Guarani, entre outros clubes,"Seu Zé", com sua paciência e seu didatismo, fez a seleção deixar de ser um amontoado de jogadoras com algum talento para se transformar em um time. Infelizmente, Zé Duarte se foi e não deixou herdeiros da sua arte. Vá até Ananindeua e converse com Formiga sobre o Zé. Os olhos brilham.
Todos esses problemas enumerados tem um pai: o amadorismo, já que no futebol feminino, ninguém vive da bola, realidade que não é apenas local, mas mundial. O amadorismo é o pai de todos os outros problemas.
Dividindo o tempo entre a faculdade e a bola, as meninas do Pinheirense saíram na frente na cabeçada de Pingo, atacante cuja ousadia dentro de campo é proporcional a introversão fora dele. Conseguir entrevista-la é uma missão quase impossível.
No segundo tempo, Raquel, chutou colocado e fez um gol de deixar muito marmanjo com inveja. Assistam o Fala Pará nesta segunda-feira e vejam. No finalzinho, Corrêa, de cabeça, diminuiu.
Pinheirense nas quartas-de-final e no caminho, o temido Vitória-PE, atual vice-campeão da Copa do Brasil e um dos clubes que mais investem no futebol feminino.
No caminho do General, há uma pedra. E que pedra. Pelo menos em matéria de garra, elas, tem muito a ensinar a eles.
O Amazonas, a copa, o estádio e a birita
Leio na versão amazonense no Globoesporte.com que a Arena da Amazônia, que está sendo construída em Manaus para a Copa, já ultrapassou o valor previsto, que era de R$ 543 milhões. Agora, a obra vai custar ao contribuínte amazonense a bagatela de R$ 615,9 milhões. Só a diferença de R$ 72 poderia ajudar a tornar o estado ainda mais integrado.
Enquanto isso, o plano do Amazonas de ter um representante na Série A no ano da Copa já foi para o fundo do rio Negro (será que o boto levou?). Se o time do estado que for disputar a Série D deste ano tiver uma incrível ascensão, estará na Série B.
Se estiver lá, deve ver a portentosa Arena da Amazônia vazia. Apesar da mobilização de torcedores amazonenses, o Estadual continua um fracasso de público. Eles preferem assistir veteranos de Flamengo e Vasco em uma arena de showbol.
Enquanto isso, a terra do jogo de maior público da Copa do Brasil deste ano e do quarto estadual do Brasil em matéria de torcida, vai ficar chupando o dedo. Um soco no rosto de quem ama futebol. É claro que os velhinhos da Fifa não se incluem nesta lista. A grande preocupação deles é a presença da cerveja nos estádios. Fazem muito bem.
Porque esta Copa caminha para ser um porre.
Enquanto isso, o plano do Amazonas de ter um representante na Série A no ano da Copa já foi para o fundo do rio Negro (será que o boto levou?). Se o time do estado que for disputar a Série D deste ano tiver uma incrível ascensão, estará na Série B.
Se estiver lá, deve ver a portentosa Arena da Amazônia vazia. Apesar da mobilização de torcedores amazonenses, o Estadual continua um fracasso de público. Eles preferem assistir veteranos de Flamengo e Vasco em uma arena de showbol.
Enquanto isso, a terra do jogo de maior público da Copa do Brasil deste ano e do quarto estadual do Brasil em matéria de torcida, vai ficar chupando o dedo. Um soco no rosto de quem ama futebol. É claro que os velhinhos da Fifa não se incluem nesta lista. A grande preocupação deles é a presença da cerveja nos estádios. Fazem muito bem.
Porque esta Copa caminha para ser um porre.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Abóbora azul
Por uma semana, o futebol paraense viveu dias de Cinderela. Para o Paysandu, a festa ainda não acabou. Já o Remo, virou abóbora nesta quinta-feira naquela que é chamada de Boa Terra. Assim como o Papão, surpreendeu, mas de forma negativa.
O Leão foi tudo aquilo o que se temia que fosse. Retrancado, rifando a bola, com alguns espasmos de lucidez apenas. Reis e Thiago Cametá não souberam aproveitar estes momentos para calar um Pituaçu surpreendente no mau sentido. "Apenas" 14 mil torcedores não refletem o que é o torcedor baiano.
A tática "bola pro mato" segurou o 0 a 0 no primeiro tempo. Criou-se a ilusão de que seria o bastante no segundo. E lá estava Thiago Cametá tentando resolver tudo sozinho, Adenísio escancarando suas limitações na saída de bola e Magnum e Fábio Oliveira sem saberem para onde ir.
E ainda tinha o exausto Aldivan sentindo o peso da idade. Sem arranque, não conseguiu acompanhar Madson, que cruzou para Lulinha fazer aquilo que era questão de tempo.
O Remo que sonhava alto, ficou de cara no chão. Tão no chão que foi incapaz de combater os ataques aéreos do Bahia, que de cabeça, amplicou com Rafael Donato e Junior.
Na presepada de Diego Barros, Vander fechou a conta para relembrar ao Leão que ele hoje é um candidato a Quarta Divisão.
E que domingo, a busca pela vaga continua
O Leão foi tudo aquilo o que se temia que fosse. Retrancado, rifando a bola, com alguns espasmos de lucidez apenas. Reis e Thiago Cametá não souberam aproveitar estes momentos para calar um Pituaçu surpreendente no mau sentido. "Apenas" 14 mil torcedores não refletem o que é o torcedor baiano.
A tática "bola pro mato" segurou o 0 a 0 no primeiro tempo. Criou-se a ilusão de que seria o bastante no segundo. E lá estava Thiago Cametá tentando resolver tudo sozinho, Adenísio escancarando suas limitações na saída de bola e Magnum e Fábio Oliveira sem saberem para onde ir.
E ainda tinha o exausto Aldivan sentindo o peso da idade. Sem arranque, não conseguiu acompanhar Madson, que cruzou para Lulinha fazer aquilo que era questão de tempo.
O Remo que sonhava alto, ficou de cara no chão. Tão no chão que foi incapaz de combater os ataques aéreos do Bahia, que de cabeça, amplicou com Rafael Donato e Junior.
Na presepada de Diego Barros, Vander fechou a conta para relembrar ao Leão que ele hoje é um candidato a Quarta Divisão.
E que domingo, a busca pela vaga continua
Os índios da bola
No geral, os indígenas não tem muito o que comemorar no Dia do Índio.Caiapós e outras etnias tentam não serem esmagados por Belo Monte. Caingangues no Rio Grande do Sul, Kaiowas em Mato Grosso, Tupinambás na Bahia e Ianomamis em Roraima vivem em constante conflito por terras com fazendeiros.
No futebol pelo menos, as coisas estão bem melhores. O Gavião Kyikatejê virou presença constante no futebol paraense. Para aprimorarem a técnica, buscaram o contato com o homem branco. A união das raças quase deu em acesso em 2010, quando o Gavião só não subiu depois de perder nas semifinais para o Abaeté. Em Roraima, índios macuxis são presenças constantes nos times locais.
A história do futebol brasileiro conta sobre vários índios. Alguns legítimos. Outros nem tanto.
Garrincha - Descendente dos fulniô, índios que vivem entre Pernambuco e Alagoas, o "Anjo das Pernas Tortas" foi disparado o indígena de maior sucesso no futebol nacional. Campeão do mundo em 1958 e 1962 e maior ídolo da história do Botafogo. Conseguiu driblar todos os adversários, exceto o álcool, que o levou em 1983, aos 49 anos.
Índio (Internacional) - O paulista não é um legítimo índio. Por causa dos cabelos compridos, que lhe davam aspecto indígena, ganhou o apelido quando ainda atuava no futebol de várzea da terra natal, Maracaí, interior de São Paulo, próximo a divisa com o Paraná. Passou por clubes do interior de SP com razoável sucesso até chegar ao Juventude, onde o futebol de raça chamou a atenção do Palmeiras, de onde saiu após ser "possuído" por um espírito, como teria testemunhado um dirigente palmeirense. No Internacional, foi campeão do mundo de clubes e se tornou ídolo.
Índio (Corinthians) - O discreto lateral é da etnia xikrin, do interior alagoano. Mesmo sem muito apetite ofensivo, conseguiu seu lugar no Corinthians campeão brasileiro de 1998 e mundial em 1999. Depois de sair do Timão, nunca conseguiu se firmar em lugar nenhum. Chegou a passar pelo Remo em 2010, onde foi um verdadeiro fracasso.
Índio (Santos) - Mais um falso índio. Assim como o homônimo corinthiano, era lateral-direito. Mas o mineiro de Almenara era mais ousado no ataque e de cruzamentos precisos que consagraram Guga e Paulinho Mclaren no início da década de 90, no Santos. Chegou a ser cogitado para a Seleção Brasileira, mas nunca vestiu a amarelinha. Ainda jogou no Palmeiras e no Flamengo, mas abalado pela bronquite, não conseguiu repetir o mesmo desempenho dos tempos de Vila Belmiro e acabou a carreira aos 32 anos.
Índio (Vitória) - Outro que também não sabe o que é uma aldeia. Mas o atacante cearense aproveitou apelido para fazer marketing de si mesmo e fazia questão de comemorar os gols imitando uma flechada. Virou ídolo do Vitória, passou um tempinho na Coréia e voltou para o Leão em janeiro de 2012, mas só reestreou em março, por causa de uma lesão na panturrilha
Aru e Awatiwai - Ambos são da etnia Gavião Kyikatejê e jogaram pelo time da aldeia. Trombador, Aru ainda jogou pelo Ananindeua, Tuna e São Raimundo, sem muito sucesso. O segundo, um lateral-direito que ainda passou pelo São Raimundo. Ninguém o notou lá em Santarém.
No futebol pelo menos, as coisas estão bem melhores. O Gavião Kyikatejê virou presença constante no futebol paraense. Para aprimorarem a técnica, buscaram o contato com o homem branco. A união das raças quase deu em acesso em 2010, quando o Gavião só não subiu depois de perder nas semifinais para o Abaeté. Em Roraima, índios macuxis são presenças constantes nos times locais.
A história do futebol brasileiro conta sobre vários índios. Alguns legítimos. Outros nem tanto.
Garrincha - Descendente dos fulniô, índios que vivem entre Pernambuco e Alagoas, o "Anjo das Pernas Tortas" foi disparado o indígena de maior sucesso no futebol nacional. Campeão do mundo em 1958 e 1962 e maior ídolo da história do Botafogo. Conseguiu driblar todos os adversários, exceto o álcool, que o levou em 1983, aos 49 anos.
Índio (Internacional) - O paulista não é um legítimo índio. Por causa dos cabelos compridos, que lhe davam aspecto indígena, ganhou o apelido quando ainda atuava no futebol de várzea da terra natal, Maracaí, interior de São Paulo, próximo a divisa com o Paraná. Passou por clubes do interior de SP com razoável sucesso até chegar ao Juventude, onde o futebol de raça chamou a atenção do Palmeiras, de onde saiu após ser "possuído" por um espírito, como teria testemunhado um dirigente palmeirense. No Internacional, foi campeão do mundo de clubes e se tornou ídolo.
Índio (Corinthians) - O discreto lateral é da etnia xikrin, do interior alagoano. Mesmo sem muito apetite ofensivo, conseguiu seu lugar no Corinthians campeão brasileiro de 1998 e mundial em 1999. Depois de sair do Timão, nunca conseguiu se firmar em lugar nenhum. Chegou a passar pelo Remo em 2010, onde foi um verdadeiro fracasso.
Índio (Santos) - Mais um falso índio. Assim como o homônimo corinthiano, era lateral-direito. Mas o mineiro de Almenara era mais ousado no ataque e de cruzamentos precisos que consagraram Guga e Paulinho Mclaren no início da década de 90, no Santos. Chegou a ser cogitado para a Seleção Brasileira, mas nunca vestiu a amarelinha. Ainda jogou no Palmeiras e no Flamengo, mas abalado pela bronquite, não conseguiu repetir o mesmo desempenho dos tempos de Vila Belmiro e acabou a carreira aos 32 anos.
Índio (Vitória) - Outro que também não sabe o que é uma aldeia. Mas o atacante cearense aproveitou apelido para fazer marketing de si mesmo e fazia questão de comemorar os gols imitando uma flechada. Virou ídolo do Vitória, passou um tempinho na Coréia e voltou para o Leão em janeiro de 2012, mas só reestreou em março, por causa de uma lesão na panturrilha
Aru e Awatiwai - Ambos são da etnia Gavião Kyikatejê e jogaram pelo time da aldeia. Trombador, Aru ainda jogou pelo Ananindeua, Tuna e São Raimundo, sem muito sucesso. O segundo, um lateral-direito que ainda passou pelo São Raimundo. Ninguém o notou lá em Santarém.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Melhor assim
Se uma decisão de Parazão é em Belém, merece o melhor estádio disponível. E a FPF então bateu o pé. Remo x Águia se enfrentam no dia 29, no Mangueirão.
Depois dos incidentes ocorridos no jogo contra o São Francisco, manter a decisão no Baenão era de uma insensatez do tamanho do Estádio Olímpico do Pará. No Mangueirão, o lucro pode ser ainda maior.
O pensamento pequeno é uma doença a ser combatida no futebol local.
Atualização: Diretoria do Remo também bate o pé e diz que jogo será mesmo no Baenão, apesar de todos os problemas. Priva a sua própria torcida de um estádio mais confortável. Torcida que foi chamada inúmeras vezes por esta diretoria. É assim que se trata quem paga as contas? E não me venham dizer que se no Zinho Oliveira pode, o Baenão também pode. Um erro não justifica o outro. Além do mais, a estrutura do estádio de Marabá permite relativa segurança para a torcida adversária. Bem diferente do Baenão.
Depois dos incidentes ocorridos no jogo contra o São Francisco, manter a decisão no Baenão era de uma insensatez do tamanho do Estádio Olímpico do Pará. No Mangueirão, o lucro pode ser ainda maior.
O pensamento pequeno é uma doença a ser combatida no futebol local.
Atualização: Diretoria do Remo também bate o pé e diz que jogo será mesmo no Baenão, apesar de todos os problemas. Priva a sua própria torcida de um estádio mais confortável. Torcida que foi chamada inúmeras vezes por esta diretoria. É assim que se trata quem paga as contas? E não me venham dizer que se no Zinho Oliveira pode, o Baenão também pode. Um erro não justifica o outro. Além do mais, a estrutura do estádio de Marabá permite relativa segurança para a torcida adversária. Bem diferente do Baenão.
Dia da caça
Os ufanistas de plantão que se acalmem. Calma, cocada! Se o Remo passar pelo Bahia, não significa nem a ressurreição do Leão e nem do futebol paraense. Os males continuam todos aí (dirigentes despreparados, vaidosos e inescrupulosos, jogadores abaixo da média, estrutura precária e por aí vai). Para voltar a ser gigante, o futebol paraense precisa vencer guerras (dentro e fora de campo) e não apenas batalhas. Mas não há dúvida que passar pela batalha de Pituaçu será um alento para uma torcida que há anos não conhece uma alegria de expressão nacional.
Já faz mais de 10 partidas que o Remo não sabe o que é perder. Mas o futebol mostrado contra o São Francisco preocupou. Sem técnico e sem esquema, o Leão Santareno quase acabou com a temporada azul. Flávio Lopes não quer ver o ano terminar antes e cogita poupar jogadores, cansados pela maratona de jogos. Entre a Série D e a Copa do Brasil, prioriza a primeira opção. Faz bem. Duas temporadas sem jogar um Campeonato Brasileiro seria uma hecatombe que destruiria os planos de ressurreição do futebol paraense. Isso mesmo, bicolores e marabaenses. Porque em um futebol grande como o do Pará, duas andorinhas na Série C não fazem verão.
O Bahia entra em campo sem vários titulares e um deles, Souza, o artilheiro da equipe, é ausência sentida. Nem Junior, Ciro ou Lulinha tem o mesmo oportunismo. Na lateral-esquerda, o volante Helder será improvisado. Cabe a Thiago Cametá fazer com que ele se sinta menos a vontade ainda no setor.
Quinta-feira é o dia de Oxóssi, o orixá da caça, cuja cor é azul.
Que o caçador azul esteja com o Leão.
Já faz mais de 10 partidas que o Remo não sabe o que é perder. Mas o futebol mostrado contra o São Francisco preocupou. Sem técnico e sem esquema, o Leão Santareno quase acabou com a temporada azul. Flávio Lopes não quer ver o ano terminar antes e cogita poupar jogadores, cansados pela maratona de jogos. Entre a Série D e a Copa do Brasil, prioriza a primeira opção. Faz bem. Duas temporadas sem jogar um Campeonato Brasileiro seria uma hecatombe que destruiria os planos de ressurreição do futebol paraense. Isso mesmo, bicolores e marabaenses. Porque em um futebol grande como o do Pará, duas andorinhas na Série C não fazem verão.
O Bahia entra em campo sem vários titulares e um deles, Souza, o artilheiro da equipe, é ausência sentida. Nem Junior, Ciro ou Lulinha tem o mesmo oportunismo. Na lateral-esquerda, o volante Helder será improvisado. Cabe a Thiago Cametá fazer com que ele se sinta menos a vontade ainda no setor.
Quinta-feira é o dia de Oxóssi, o orixá da caça, cuja cor é azul.
Que o caçador azul esteja com o Leão.
Os inimigos íntimos
Durante a Série C do Brasileiro, torcedores de Águia e Paysandu podem olhar para um jogador de um dos oito adversários e pensar: "já vi esse cara em algum lugar". Saiba que viram mesmo e foi por aqui. Em todos os times, há pelo menos um paraense ou um jogador que passou por aqui.
Saiba quem são os conhecidos
Santa Cruz - Desde 2011, o Santa tem como cão de guarda o volante Chicão, o marabaense que ajudou o Remo a se salvar do rebaixamento na Série B de 2006. Para "equilibrar" o Santa, o ex-bicolor Luciano Henrique (foto) chegou no início desse ano. Execrado pela torcida do Papão (injustamente, para este blogueiro), agora é ídolo em Pernambuco.
Luverdense - Fábio Gaúcho (foto) fez a linha "não fede e nem cheira" no Paysandu. No Guaratinguetá "fedeu" e saiu logo no início do Paulistão. O gaúcho então foi sentir cheiro de milho e soja em Lucas do Rio Verde.
Fortaleza – Cleo fez seus gols na Tuna e ninguém ligou. Também encontrou as redes vestindo a camisa do Cametá e pouca gente deu bola. O faro de gol do baixinho castanhalense foi sentido lá na Paraíba. Com Cleo, todo final de semana era festa de São João para a torcida do Treze. Após três anos de reinado no Galo da Borbrema, foi para o Fortaleza, onde já começa a se tornar ídolo.
Salgueiro – Elvis morreu na Curuzu. Contratado por empréstimo junto ao Sport, Elvis trouxe consigo a fama de bon-vivant e habilidoso meio-campo. Só confirmou a primeira. E depois disso, pediu pra sair sem deixar a menor saudade. Herói do acesso de 2010, Clebson continua no Carcará.
Guarany de Sobral – Quando surgiu no Ananindeua, André Mensalão chamou mais a atenção pelo curioso apelido do que pelo futebol. O menino que costumava treinar com a camisa do PT foi revelar sua habilidade na Tuna, onde formou dupla com Lineker e fez os gols que ajudariam a Tuna a não cair. Sem ver o mensalão, digo, o salário no Souza, foi para o Guarany de Sobral, onde também evitou a queda do Cacique do Vale.
Cuiabá – Sem nunca ter passado por categorias de base, Leandro Cearense foi parar no Vila Rica. Se destacou e logo pulou para o Abaeté. Só ficou um tempinho no Guará. Foi para o Cametá e passou a ser cortejado por Remo e Paysandu. Preferiu o Vila Nova e acabou rebaixado. Resolveu ficar no centro-oeste e foi seduzido pelo Cuiabá. Junto com ele, veio Wegno, talismã do Independente na campanha do título paraense de 2011.
Rio Branco – O Estrelão foi atrás de quem já esteve as margens do rio Tocantins. O paranaense criado em Santa Catarina Alencar Baú foi reserva de Adriano no Remo e mais tarde, se tornou ídolo do Cametá. Do Mapará também veio do zagueiro Rubran, cria da base. Juliano César foi o terror contra Remo e Paysandu na Série C e sem muito o que fazer lá pelo Acre no fim de 2009, foi ajudar o Cametá na Primeira Fase do Parazão. Os cametaenses se classificaram e para alívio de remistas e bicolores, voltou ao Estrelão logo depois.
Icasa – Baixinho, meio gordinho e quieto, Marcelo Brás ainda faz muito remista ter enxaqueca. Pelo Rio Branco, ele foi decisivo na eliminação do Remo na Série C de 2008, resultado que até hoje reflete no Baenão. O carrasco remista joga no clube carrasco bicolor. Eis o verdadeiro eixo do mal.
Saiba quem são os conhecidos
Santa Cruz - Desde 2011, o Santa tem como cão de guarda o volante Chicão, o marabaense que ajudou o Remo a se salvar do rebaixamento na Série B de 2006. Para "equilibrar" o Santa, o ex-bicolor Luciano Henrique (foto) chegou no início desse ano. Execrado pela torcida do Papão (injustamente, para este blogueiro), agora é ídolo em Pernambuco.
Luverdense - Fábio Gaúcho (foto) fez a linha "não fede e nem cheira" no Paysandu. No Guaratinguetá "fedeu" e saiu logo no início do Paulistão. O gaúcho então foi sentir cheiro de milho e soja em Lucas do Rio Verde.
Fortaleza – Cleo fez seus gols na Tuna e ninguém ligou. Também encontrou as redes vestindo a camisa do Cametá e pouca gente deu bola. O faro de gol do baixinho castanhalense foi sentido lá na Paraíba. Com Cleo, todo final de semana era festa de São João para a torcida do Treze. Após três anos de reinado no Galo da Borbrema, foi para o Fortaleza, onde já começa a se tornar ídolo.
Salgueiro – Elvis morreu na Curuzu. Contratado por empréstimo junto ao Sport, Elvis trouxe consigo a fama de bon-vivant e habilidoso meio-campo. Só confirmou a primeira. E depois disso, pediu pra sair sem deixar a menor saudade. Herói do acesso de 2010, Clebson continua no Carcará.
Guarany de Sobral – Quando surgiu no Ananindeua, André Mensalão chamou mais a atenção pelo curioso apelido do que pelo futebol. O menino que costumava treinar com a camisa do PT foi revelar sua habilidade na Tuna, onde formou dupla com Lineker e fez os gols que ajudariam a Tuna a não cair. Sem ver o mensalão, digo, o salário no Souza, foi para o Guarany de Sobral, onde também evitou a queda do Cacique do Vale.
Cuiabá – Sem nunca ter passado por categorias de base, Leandro Cearense foi parar no Vila Rica. Se destacou e logo pulou para o Abaeté. Só ficou um tempinho no Guará. Foi para o Cametá e passou a ser cortejado por Remo e Paysandu. Preferiu o Vila Nova e acabou rebaixado. Resolveu ficar no centro-oeste e foi seduzido pelo Cuiabá. Junto com ele, veio Wegno, talismã do Independente na campanha do título paraense de 2011.
Rio Branco – O Estrelão foi atrás de quem já esteve as margens do rio Tocantins. O paranaense criado em Santa Catarina Alencar Baú foi reserva de Adriano no Remo e mais tarde, se tornou ídolo do Cametá. Do Mapará também veio do zagueiro Rubran, cria da base. Juliano César foi o terror contra Remo e Paysandu na Série C e sem muito o que fazer lá pelo Acre no fim de 2009, foi ajudar o Cametá na Primeira Fase do Parazão. Os cametaenses se classificaram e para alívio de remistas e bicolores, voltou ao Estrelão logo depois.
Icasa – Baixinho, meio gordinho e quieto, Marcelo Brás ainda faz muito remista ter enxaqueca. Pelo Rio Branco, ele foi decisivo na eliminação do Remo na Série C de 2008, resultado que até hoje reflete no Baenão. O carrasco remista joga no clube carrasco bicolor. Eis o verdadeiro eixo do mal.
Bahia cheio de problemas
O técnico Falcão terá problemas para escalar o Bahia para enfrentar o Remo. Coelho, Ávine, William Matheus, Gutiérrez, Dudu, Filipe e Souza estão fora. Souza é o artilheiro do Bahia na temporada e vice-artilheiro do Campeonato Baiano.
Ávine e Gutierrez eram os únicos jogadores disponíveis para a lateral-esquerda. O volante Helder então, será improvisado.
Por onde andam os deuses? Ou melhor, os orixás do futebol?
Ávine e Gutierrez eram os únicos jogadores disponíveis para a lateral-esquerda. O volante Helder então, será improvisado.
Por onde andam os deuses? Ou melhor, os orixás do futebol?
terça-feira, 17 de abril de 2012
Bora, Marciano!
Recuperado de lesão, Marciano deve entrar no segundo tempo do jogo de quinta-feira, contra o Bahia, em Pituaçu. Ao ve-lo em campo, muito torcedor baiano deve sentir um nó na garganta. O atacante interplanetário já derrubou o Bahêa em outros carnavais.
Com dois gols, Marciano foi decisivo na vitória por 3 a 2 na Copa do Brasil de 2008. Clodoaldo, atacante famoso no futebol cearense pelos excessos de gols, espinhas e polêmicas, marcou o outro.
No jogo de volta, empate de 2 a 2, e o Verdão do Cariri com seu atacante de outro mundo deu um Bora, Bahêa para o Tricolor de Aço.
Será que a história não se repete?
Com dois gols, Marciano foi decisivo na vitória por 3 a 2 na Copa do Brasil de 2008. Clodoaldo, atacante famoso no futebol cearense pelos excessos de gols, espinhas e polêmicas, marcou o outro.
No jogo de volta, empate de 2 a 2, e o Verdão do Cariri com seu atacante de outro mundo deu um Bora, Bahêa para o Tricolor de Aço.
Será que a história não se repete?
Bela Coxa
Em Copa do Brasil o Papão não é um "virgem"a em relação ao Coritiba. Foram dois jogos pelas oitavas-de-final de 1991. O Coxa praticamente definiu a disputa logo no jogo de ida, no Couto Pereira. O time do viril volante Helcio e do promissor atacante Pachequinho (que só ficou na promessa devido a inúmeras lesões de joelho), venceu por 3 a 0, gols do também promissor Tostão (outro que só ficou na promessa) e dois de Chicão, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1984.
Com 3 a 0, ficou difícil para Nad, Rogerinho, Dadinho e companhia virarem a situação e com um 0 a 0 na Curuzu, o Papão deu adeus para a Copa do Brasil.
No "caminho mais curto para a Libertadores", o Coritiba quase conseguiu aproveitar esse atalho em 2011. Caiu diante do Vasco na decisão. Mas o alviverde do Paraná já deu sopa para o azar.
Em 2005, o Treze-PB eliminou o São Caetano em um vazio Anacleto Campanella e causou a demissão do técnico Zetti, mas não parecia ter bola o bastante para aguentar o Coritiba e a força do Couto Pereira. O zagueiro Kiko, o meia Rogério e o atacante Adelino eram jogadores de fama apenas nordestina. E o lateral Wagner Diniz ainda não era aquele que depois passou por Vasco, São Paulo e Atlético-PR. Vitória de 2 a 1, com gols de Nunes e do hoje remista Marciano. O placar só não foi maior porque o então goleiro reserva do Galo da Borborema não estava muito afim de retornar ao banco. Érico parou o ataque alviverde de todas as maneiras possíveis e o Treze foi para Campina Grande sonhando com a classificação.
Bastava 1 a 0 para o Treze se classificar. Bastou Beto convidar Flávio para um forró. O zagueiro grandalhão do Coxa não conseguiu acompanhar o ritmo do futuro jogador do Águia, que cruzou para Adelino, que ganhou de Fernando Prass e fez o único gol da partida. Enquanto isso lá atrás, Marciano era novamente parado por Érico, que foi mantido entre os titulares pelo falecido Maurício Simões e foi peça decisiva na campanha do Treze, que só foi parar na disputa de pênaltis com o Fluminense, nas quartas-de-final.
Então, se o Treze pode, o Papão também pode.
Com 3 a 0, ficou difícil para Nad, Rogerinho, Dadinho e companhia virarem a situação e com um 0 a 0 na Curuzu, o Papão deu adeus para a Copa do Brasil.
No "caminho mais curto para a Libertadores", o Coritiba quase conseguiu aproveitar esse atalho em 2011. Caiu diante do Vasco na decisão. Mas o alviverde do Paraná já deu sopa para o azar.
Em 2005, o Treze-PB eliminou o São Caetano em um vazio Anacleto Campanella e causou a demissão do técnico Zetti, mas não parecia ter bola o bastante para aguentar o Coritiba e a força do Couto Pereira. O zagueiro Kiko, o meia Rogério e o atacante Adelino eram jogadores de fama apenas nordestina. E o lateral Wagner Diniz ainda não era aquele que depois passou por Vasco, São Paulo e Atlético-PR. Vitória de 2 a 1, com gols de Nunes e do hoje remista Marciano. O placar só não foi maior porque o então goleiro reserva do Galo da Borborema não estava muito afim de retornar ao banco. Érico parou o ataque alviverde de todas as maneiras possíveis e o Treze foi para Campina Grande sonhando com a classificação.
Bastava 1 a 0 para o Treze se classificar. Bastou Beto convidar Flávio para um forró. O zagueiro grandalhão do Coxa não conseguiu acompanhar o ritmo do futuro jogador do Águia, que cruzou para Adelino, que ganhou de Fernando Prass e fez o único gol da partida. Enquanto isso lá atrás, Marciano era novamente parado por Érico, que foi mantido entre os titulares pelo falecido Maurício Simões e foi peça decisiva na campanha do Treze, que só foi parar na disputa de pênaltis com o Fluminense, nas quartas-de-final.
Então, se o Treze pode, o Papão também pode.
Voltei!
Foi um longo (apenas longo. nada de tenebroso) inverno. E após tanto tempo, estou retomando minha carreira de blogueiro. Voltamos em um novo espaço já que o blog antigo, ficou uma bagunça virtual. Ainda bem que minha mãe não entende nada de bagunça virtual. UFA! Mas isso não vem ao caso.
Aqui, estarei diariamente dando meus pitacos futebolísticos, já que infelizmente, não é possível falar tudo nosso espacinho esportivo no Fala Pará, na TV Record. Televisão é dinâmica, rápida. Na telinha, tem que tocar rápido a bola e fazer o gol sem muitas firulas.
Mas além do futebol, falaremos de outros esportes sempre que possível e até de outros assuntos, pois ao contrário do que se pensa, jornalista esportivo não é um samba de uma nota só.
Espero que gostem.
Aqui, estarei diariamente dando meus pitacos futebolísticos, já que infelizmente, não é possível falar tudo nosso espacinho esportivo no Fala Pará, na TV Record. Televisão é dinâmica, rápida. Na telinha, tem que tocar rápido a bola e fazer o gol sem muitas firulas.
Mas além do futebol, falaremos de outros esportes sempre que possível e até de outros assuntos, pois ao contrário do que se pensa, jornalista esportivo não é um samba de uma nota só.
Espero que gostem.
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