terça-feira, 24 de abril de 2012

Seleção do exílio

Enquanto a bola rolava no Campeonato Paraense, alguns jogadores da terra procuravam seu lugar ao sol bem longe daqui. Alguns nomes bastante conhecidos. Já outros, nem tanto. Pelas mãos de empresários ou as histórias de vida fizeram com que nunca jogassem em nenhum clube paraense.

Conheça o Exílio Pará F.C


Paulo Sérgio (Caxias-RS)
O goleiro desta lista é um que nunca vestiu as camisas de Remo e Paysandu. O paraense de Tracuateua começou no Internacional e passou Ulbra-RS, Novo Hamburgo-RS, Goiatuba-GO, Corinthians-AL, Vitória-ES, Rio Branco-PR, União Rondonópolis-MT, Varginha-MG, Joinville e Atlético Ibirama-SC.
Foi decisivo nas semifinais do primeiro turno do gaúcho, quando parou o Grêmio na decisão por pênaltis. Foi eleito o melhor goleiro do turno.

Cicinho (Ponte Preta)
O lateral-direito belenense apareceu como revelação nas últimas rodadas da Série B de 2007. Teve passagem discreta pelo Juventude e se destacou no Brasiliense, de onde saiu direto para a Ponte Preta. Durante todo o Campeonato Paulista, disputou a posição com Guilherme. Na heróica vitória da Macaca sobre o Corinthians, no Pacaembu, foi um dos destaques em campo.

Raul (Arapongas-PR)
Revelado no Remo, Raul chamou a atenção pela força física e pela técnica. Foi por empréstimo para Atlético-PR e depois Sport. Teve poucas chances em ambos. Foi parar então no Arapongas. Ao lado do atacante Samuel Lopes, ex-Paysandu e Águia e do técnico Dario Pereira, comandante bicolor do histórico jogo contra o Boca Juniors, ajudou a colocar o Arapongas na Série D do Brasileiro deste ano.

Pedro Paulo (Joinville-SC)
Os remistas iam a loucura com os momentos as vezes estabanados de Pedro Paulo. O Leão não quis, mas sempre tem quem queira. O JEC quis e não se arrependeu. Brilhou na conquista do título brasileiro da Série C de 2011 e permanece como titular no catarinense.

Marlon (Novo Hamburgo-RS)
O volante que depois virou lateral no Baenão virou um dos xodós da torcida do Noia, como é carinhosamente conhecido o time da região metropolitana de Porto Alegre. Marcou seis gols no Gauchão.

Chicão (Santa Cruz-PE)

Marabaense, Chicão ajudou o Remo a não cair para a Série C em 2006. Chegou ao Santa Cruz na metade de 2011 e foi titular na campanha que levou o Santa para a Série C. Quando ele não pode entrar em campo, o técnico Zé Teodoro costuma não ter um sono tranquilo

Abuda (Cruzeiro-RS)
Nascido em Almeirim, começou na base do Paysandu e depois foi para a Tuna. Logo botou o pé na estrada rumo ao interior de SP, para jogar na Ferroviária. Após uma rápida passagem pelo Petrolina em 2011, foi para o Cruzeiro, onde ajudou o pequeno clube gaúcho a chegar ao 12º lugar no Estadual.

Ganso (Santos-SP)
Esse dispensa apresentações. Voltou a jogar o futebol dos velhos tempos no Peixe e é presença quase certa na Seleção Brasileira que vai para os Jogos Olímpicos.

Rogerinho (Ceará-CE)
Chegou no início do ano sob olhares desconfiados da torcida do Vozão. Afinal, o paraense de Paragominas foi ídolo no rival Fortaleza. A diretoria do Ceará não se importou com o passado leonino e foi busca-lo no Japão. Não se arrependeu. Rogerinho é o maestro do alvi-negro.

Cléo (Fortaleza)
O baixinho de 1,59 veio do Treze-PB após se tornar rei de Campina Grande. Com gols e assistências, vem fazendo seu nome também no Ceará. Por aqui, fez seus golzinhos por Tuna e Cametá,mas ninguém deu bola.

Lima (Braga-Portugal)
O único "internacional" da lista. O Braga ainda luta pelo título português. Em parte, o mérito é de Lima e seus gols no Portuguesão desse ano. O montealegrense já foi vice-campeão da Liga Europa e disputou uma Liga dos Campeões pelo clube do sul do país.

Colaborou Danilo Pires

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