quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dia da caça

Os ufanistas de plantão que se acalmem. Calma, cocada! Se o Remo passar pelo Bahia, não significa nem a ressurreição do Leão e nem do futebol paraense. Os males continuam todos aí (dirigentes despreparados, vaidosos e inescrupulosos, jogadores abaixo da média, estrutura precária e por aí vai). Para voltar a ser gigante, o futebol paraense precisa vencer guerras (dentro e fora de campo) e não apenas batalhas. Mas não há dúvida que passar pela batalha de Pituaçu será um alento para uma torcida que há anos não conhece uma alegria de expressão nacional.

Já faz mais de 10 partidas que o Remo não sabe o que é perder. Mas o futebol mostrado contra o São Francisco preocupou. Sem técnico e sem esquema, o Leão Santareno quase acabou com a temporada azul. Flávio Lopes não quer ver o ano terminar antes e cogita poupar jogadores, cansados pela maratona de jogos. Entre a Série D e a Copa do Brasil, prioriza a primeira opção. Faz bem. Duas temporadas sem jogar um Campeonato Brasileiro seria uma hecatombe que destruiria os planos de ressurreição do futebol paraense. Isso mesmo, bicolores e marabaenses. Porque em um futebol grande como o do Pará, duas andorinhas na Série C não fazem verão.

O Bahia entra em campo sem vários titulares e um deles, Souza, o artilheiro da equipe, é ausência sentida. Nem Junior, Ciro ou Lulinha tem o mesmo oportunismo. Na lateral-esquerda, o volante Helder será improvisado. Cabe a Thiago Cametá fazer com que ele se sinta menos a vontade ainda no setor.

Quinta-feira é o dia de Oxóssi, o orixá da caça, cuja cor é azul.

Que o caçador azul esteja com o Leão.

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