sábado, 28 de abril de 2012

Decisão no Mangueirão

Decisão exige o melhor estádio disponível. E em Belém, nenhum lugar melhor que o Mangueirão para receber Remo x Águia, a final do Segundo Turno do Parazão. O bom senso acabou vencendo a insensatez dos dirigentes remistas, que acham que somente no Baenão o Remo é capaz de ser campeão.

Para chegar a mais uma decisão, o Águia precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença. Pensando nisso, João Galvão coloca três atacantes. Tem o rápido Valdanes e o técnico Wando, que mesmo sem estar nas suas melhores condições físicas, deve ser útil pela experiência. E sem contar Branco, o atacante nascido para marcar no Mangueirão. O Estádio Olímpico do Pará é a segunda casa do roraimense, autor do gol do empate de 1 a 1 contra o Paysandu, nas semifinais do Segundo Turno. Foi dele também o gol da vitória contra o Remo, com a camisa do Holanda, em 2008, pela Série C, um gol que foi o divisor de águas na história recente do Leão. Se ao menos tivesse empatado aquela partida, talvez hoje o time de Antônio Baena estivesse na Terceira Divisão.


Além dos três atacantes, o Águia só terá um único volante. Analdo faz o trabalho sujo enquanto Marquinhos e Flamel abastecem o trio. E ainda tem Leo Rosa e Rayro, laterais muito mais dedicados ao apoio do que a marcação. Galvão aposta que a excelente fase dos zagueiros Charles e Roberto vai dar conta do recado.


No momento em que estas linhas são escritas, Flávio Lopes deve estar pensando se aproveita esse espaço todo ou se reforça a defesa. Se a opção for a primeira, Edu Chiquita tem a oportunidade de fazer uma estreia de gala no lugar Betinho. Com uma virose, não será ele o substituto de Magnum.  Mas caso a opção B seja considerada a melhor pelo comandante mineiro, Adenísio é quem entra. Como se diz nas redes sociais, "os remistas pira". Com Adenísio e Juan Sosa improvisado no meio-campo, o Remo fica sem saída de bola.

Neste domingo, o Remo decide se continua na luta por uma vaga na Série D ou espera pela desistência ou de Rondônia ou Roraima para ter calendário.


Dois anos de fora de um Brasileiro seria uma tragédia para o Leão. Uma tragédia para uma torcida que deve fazer da partida deste domingo a campeã de público do final de semana, superando a decisão carioca e as semifinais de SP.

O torcedor paraense é um fenômeno.



Fim do circo
Os protagonistas da decisão são os jogadores e não juristas e dirigentes desesperados por publicidade. E isso será possível por causa do STJD que cassou as liminares dadas pelo TJD paraense para o goleiro Adriano e o atacante Cassiano, que permitiam os suspensos atuarem contra o Águia. A notícia foi dada pelo Globoesporte.com local.
A bizarra anulação do terceiro cartão amarelo soou absurda até mesmo para um tribunal que em vários momentos, julga de forma política e não jurídica. E assim o campeão do turno e adversário do Cametá na decisão será conhecido DENTRO de campo e não fora.
Cada um de nós tem direito a 15 minutos de fama. E Andy Warhol não estabeleceu minutos de acréscimo.
Os magistrados da bola e cartolas paraenses não haviam entendido.

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