sábado, 4 de agosto de 2012

Galo quer briga

As declarações de Vanderson deixaram o torcedor do Treze de cabeça quente.

Se bem que o pensamento dele é o mesmo dos dirigentes dos clubes do Grupo A.

Depois de paralisarem a vida de tantos clubes e torcedores, esperavam o que?

Certo mesmo é que o Galo vai a campo contra o Paysandu com a faca nos dentes. E não só pelo que Vanderson falou.

Mas também pela situação do time na classificação.

Com apenas um ponto, já vê o rebaixamento por perto.

Marcelo Vilar deve promover as estreias do zagueiro Gasparetto e do atacante Zabotto.

O Papão pode usar essa mistura e ira e desespero a seu favor para cozinhar o Galo. Literalmente.

Terá a volta de Alex William que no seu primeiro (e único) jogo pelo Papão, mostrou saber o momento de cadenciar e de acelerar o jogo.

E abriu mão do 3-5-2, que só deu aflição até agora.

Pena que como sempre, tenha sobrado para o prata da casa. No caso, Thiago Costa.

O lado "Professor Pardal" de Roberval Davino se aflorou na lateral e no ataque.

Entre Regis e Yago Pikachu, ficou com os dois.

Regis na lateral e Yago mais avançado com o Potiguar no ataque.

Kiros dançou. Poderia ficar, já que o ex-palmeirense Thiago Messias, zagueiro trezeano, costuma vacilar pelo alto.

Davino pode ser chamado de gênio pelo que fez.

Ou burro.

Certo mesmo é que o Papão pode ser líder.

Uma chance que não pode ser perdida.

Time-modelo

O Campeonato é a Série D do Brasileiro.

Então, não dá para esperar atuações de gala.

Ainda mais de um time envelhecido e limitado tecnicamente.

O mínimo exigido é eficiência.

E isso o Remo foi na noite de sábado na Arena da Floresta.

Começou tocando a bola com uma certa beleza, mas sem conseguir chegar a área.

O Rio Branco cercou a área com sete jogadores.

E saída rápida no contra-ataque para a bola chegar em Josy.

Que em sua reestreia pelo Galo Carijó, deu um passe primoroso para Ailton abrir o placar.

Contra o vigor da juventude acriana, a experiência azulina.

O trintão Dida cruzou para o quase quarentão Fábio Oliveira, que de calcanhar, deu para Ratinho chutar cruzado e empatar.

Fábio tirou o dia para ser garçom.

Deixou Reis na cara do gol e o homem do cabelo Neymar virou o jogo.

O veterano centroavante era oportunista até na assistência.

Cruzamento na área e ele aproveitou a falha de Ceildo para dar um toquinho para Reis ampliar.

Experiência nem sempre ensina.

Ávalos quase coloca tudo a perder.

Foi deixar para Gustavo e o goleiro acabou cometendo um pênalti.

Sorte do Leão que o árbitro não deu cartão vermelho.

Muitos homens de preto mandariam o camisa 1 direto para o chuveiro.

Josy cobrou. 3 a 2.

O cerebral meia sabe bem usar a cabeça para pensar.

Mas não para coloca-la de encontro com a bola.

Duas cabeçadas de frente para o gol erradas.

Remo 3 a 2.

E com tudo para se classificar.

Basta não fazer besteira contra Náutico e Vilhena em casa.

Cruel rotina

O Águia gosta de maltratar o seu torcedor.

Faze-lo aguentar o feroz calor de Marabá e as desconfortáveis arquibancadas do Zinho Oliveira é o de menos.

Pior é ver o time sempre saindo em desvantagem.

Mesma novela contra o Salgueiro.

Alexandre Carioca errou passe e permitiu a Rodolfo Potiguar receber livre para colocar o Carcará na frente.

Carcará é um bicho que gosta de matar rapidamente a vítima.

E na bobeira de Marquinhos e Marcelo Cruz, Edmar ampliou.

A defesa, que anda marcando bobeira na Série C, pelo menos limpa a barra as vezes.

Desta fez foi Carlão. 2 a 1.

Thiago Pereira, que não é o medalhista olímpico, está bem longe de ser o centroavante dos sonhos do Águia.

Saiu e deu a vaga para Branco, que também não vem correspondendo.

Sem um parceiro, Wando tem que fazer tudo sozinho.

E conseguiu. 2 a 2.

Se não fosse o goleiro Luciano e suas milagrosas defesas, seria 3 a 2 Águia.

Se não fosse o cabeludo Clebson perder uma chance na cara do gol nos acréscimos, seria 3 a 2 Salgueiro.

E os dois seguem fora do G-4.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ferido Águia

Em cinco edições da Série C, João Galvão nunca deve ter tido tanta dor de cabeça a frente do Águia quanto agora.

O Águia que joga contra o Salgueiro neste sábado,no sertão pernambucano, deve ser diferente mais uma vez.

Os problemas agora são as lesões de Diogo e Flamel. Dois jogadores que no elenco do Azulão, não tem substitutos.

Alexandre Carioca não dá ao Águia a mesma qualidade na saída de jogo que Diogo.

Marabá tem mais qualidade técnica que ambos.

Falta fôlego. Idade pesa.

O voluntarioso Marquinhos concilia poder de marcação com alguma criatividade na armação.

Mas não a mesma de Flamel.

O Salgueiro está animado pelos 6 a 2 contra o Luverdense.

E o artilheiro daquela partida, motivado.

Marciano, aquele que o Remo dispensou para contratar Mendes.

O Carcará ainda tem Clebson, o cabeludo que ao lado de Edu Chiquita, ajudou a destruir o Paysandu na Curuzu em 2009.

E o ex-corintiano Marcos Tamandaré, lateral-direito aplicado no ataque, mas nem tanto na marcação.

Mocajuba pode ter que segurar o ímpeto.

Ou não.

Porque o Azulão tem que vencer para não ficar mais distante do G-4.

Respeitem o Galo

Já passou da hora dos clubes paraenses pararem de julgar a qualidade técnica de seus adversários pela história do clube.

O Remo pode começar a fazer isso neste sábado contra o Atlético Acreano, na Arena da Floresta, a mesma arena onde o Leão encontrou a desgraça na Série C de 2008 e se viu obrigado a penar no estadual em busca de uma vaga na Série D.

Em termos de título, o Atlético está bem atrás de Rio Branco, Independência ou Juventus.

Mas chama a atenção em 2012 pelos jovens valores.

O Acre dá mostras que começa a fazer uma escola com estilo próprio.

Com mais cadência que o Pará, mas melhor passe.

Contra o Leão, ainda terá um reforço. Josy,o melhor jogador do acriano, reestreia após uma rápida e apagada passagem pelo América-RN.

Pode ser o novo Testinha do futebol do Acre.

Edson Gaúcho não quer problemas novamente com o Galo Carijó e reforçou o meio-campo com André.

Deve ser ele o responsável por marcar Josy.

Utilizado sempre como meia, Ratinho vai ao ataque desta vez.

É para ele ser o Potiguar do Baenão.

Se não for, o recém-contratado Laionel estará no banco esperando pela chance de ser esse cara.

Enquanto na armação, Edu Chiquita, 20% mais pobre devido a alcoólica noite em Salinas, ganha nova oportunidade.

O Remo precisa vencer.

Com qualquer outro resultado, deve se classificar em segundo.

Para enfrentar o Sampaio Corrêa.

Na atual fase da Bolívia Querida, encará-los é um presente de grego.