A diretoria bateu o pé, argumentou durante a semana, contra-argumentou, mas não teve jeito. Por determinação da Polícia Militar e do Ministério Público, Remo e Águia jogarão no Mangueirão.
Já defendi aqui no blog o uso do Mangueirão para a final. Oferece mais conforto e segurança para o torcedor. O jogo contra o São Francisco deixou claro os problemas do Baenão nos dois quesitos. E no jogo da semifinal foi de apenas uma única torcida.
Todos os estádios do Pará tem sérios problemas. Eu disse todos, incluindo o Mangueirão. A diretoria do Remo dizia que tinha o direito de colocar o jogo no Baenão, já que o Águia podia fazer o mesmo em relação ao Zinho Oliveira.
Estive no Zinho Oliveira algumas vezes. Sem dúvida, não é um estádio para um jogo normal de Parazão, quanto mais um jogo decisivo. Mas o Zinho pelo menos tem espaços bem delimitados para torcida local e torcida visitante, coisa que nem Baenão e Curuzu possuem. Os estádios de Remo e Paysandu foram feitos para jogos de uma única torcida. E nos estádios interioranos, o torcedor local é mais pacífico e maioria, o que inibe a ação das torcidas organizadas, que se tornam ainda mais perigosas quanto seus membros estão em maior número.
Logo após o anúncio do veto do Baenão, li manifestações de torcedores remistas indignados. Como bem disse o colega de imprensa e amigo Danilo Pires, o episódio mostra o amor da torcida azul pelo seu time. Prefere passar calor, aperto na fila, ficar sem lugar para se acomodar e sem banheiro para ver o Leão campeão. Os clubes locais, da maneira que são administrados, não merecem as torcidas que tem.
Mas o episódio também mostra a descrença no time de Flávio Lopes. Durante toda a semana, a escolha do estádio foi tratada como se fosse determinante para definir o campeão do Segundo Turno.
Verdade seja dita, o time do Remo é inferior tecnicamente. Mas tem jogadores de qualidade suficiente para segurar o Águia. Se jogar da mesma maneira que atuou em Marabá, deve perder. Tem que valorizar a posse de bola, errando menos passes. Magnum, Jonatan, Betinho (ou Edu Chiquita) estarão lá para isso. E os mais experientes, devem passar tranquilidade. Esta é a função de Aldivan e Fábio Oliveira.
E é claro, o torcedor tem fazer sua parte. Se o Remo se intitula grande, tem que fazer isso em um estádio grande.
E grandeza, apenas um templo do futebol paraense a possui.
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