quinta-feira, 26 de abril de 2012

Maldito futebol dos bastidores

O Remo terá o goleiro Adriano na decisão contra o Águia. O jogador foi expulso no jogo de ida em Marabá, mas foi absolvido. Mas a decisão polêmica foi outra.

O departamento jurídico do Leão conseguiu legalizar Cassiano para a decisão do segundo turno do Parazão, contra o Águia. O TJD teria aceitado uma medida cautelar dos advogados do Remo, que libera o atacante até que haja julgamento.

As vésperas da decisão, mais uma vez esquecemos do campo. O trocamos pelas salas de tribunais. Nada de entrevistas com jogadores e técnicos e tome advogados, juízes, desembargadores e outras "otoridades" vomitando juridiquês na cabeça do torcedores. E se o Remo for campeão com Cassiano, fica um enorme ponto de interrogação sobre as cabeças azuis. Valeu o título ou não?

Se isso tudo é legal? É direito do Remo? Não sei. Como diria Ricardo Teixeira, "caguei montão" para códigos, leis, artigos, anexos e outros badaluques jurídicos. Estou entre a maioria que prefere que tudo seja decidido com gols, ali no campo, aos olhos de todos nós.

O gostoso de uma decisão é o clima que se sente na semana do jogo. Tudo isso estragado por dirigentes que primeiramente, elegem um estádio como essencial para uma vitória. O Baenão se torna o templo sacrossanto onde a fé azul não será blasfemada. Dali, o Leão sai campeão e ponto final. Esqueça segurança, conforto, vidas, integridade física da torcida visitante. Tem que ser ali o jogo. E até parte da torcida resolveu entrar nesta onda.

Fracassada a batalha, parte-se para outra fora de campo. Cassiano, o atacante de muita velocidade e poucos recursos técnicos vira o ungido pelos deuses azuis. Será ele que salvará a nação azulina do ócio do segundo semestre. Oh, Cassiano, rogai por nós, dirigentes incompetentes, que persistimos no pecado de fazermos times grandes e não grandes times. E Joãozinho, que seria o substituto? Se precisarem dele, como estará moralmente após este grande "voto de confiança"?

Mais uma vez, o foco da decisão se volta para quem não merece um minuto de nossa atenção. E a festa pode dar lugar para a dúvida.

Infeliz do futebol paraense que vive com gente assim.

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