O Pinheirense conseguiu uma "vitória" na Copa do Brasil Feminina. Vitória sim, porque foi apenas derrotado e não humilhado pelo Vitória-PE. As "Guerreiras das Tabocas" fizeram "só" 2 a 0, o menor placar delas nesta temporada. No próximo sábado, terão que vencer por três gols de diferença em Vitória de Santo Antão para chegarem às semifinais.
Tá certo que o Vitória tinha um adversário e tanto. O gramado do Abelardo Conduru é simplesmente impraticável. A "síndrome do pensamento pequeno" é uma doença que contamina os dirigentes do futebol paraense e impediu o jogo em um campo mais adequado.
Mas contra o Pinheirense, havia uma equipe com oito jogadoras que jogaram ou ainda jogam na Seleção Brasileira, com experiência internacional e semi-profissionais, um luxo no tão desprezado futebol feminino nacional.
A diferença técnica do futebol do Norte para outras regiões só será reduzida com competições regulares. A Copa do Brasil é apenas um paliativo arranjado pela CBF. Obrigar os times das Séries A e B a formarem equipes femininas, que joguem um Campeonato Brasileiro, com partidas preliminares aos jogos dos homens seria uma boa saída. Mas esperar que a entidade máxima do futebol brasileiro faça algo pelas mulheres é pedir demais.
Mal fazem pelos homens.
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