quinta-feira, 26 de abril de 2012

Missão impossível

Complicou.

Complicou mesmo.

Com 4 a 1, o Paysandu tem mais é que pensar em fazer um papel digno no jogo de volta contra o Coritiba. Porque o Coxa ficou com um pé e quatro dedos nas quartas-de-final da Copa do Brasil.

Lecheva imaginou Thiago Potiguar aterrorizando a defesa do Coxa com sua correria. Acostumado com o sol escaldante de Currais Novos, o potiguar não conseguia assustar nem os pesados Demerson e Emerson no frio curitibano.

O Coxa atacava a vontade. Isso porque o Paysandu precisava de um armador que valorizasse a posse de bola. Tudo aquilo o que Kariri não é. Aos 32 minutos, o Coxa acertou a mira. A defesa deu umas semanas para Anderson Aquino pensar onde iria chutar. Ele pensou bem mais rápido e fez 1 a 0.

Um banho de água fria em uma noite gelada chega a doer. Doeu em Thiago Costa, que nunca havia jogado em temperaturas baixas. No recuo errado, 2 a 0 com Roberto. E como desgraça pouca é bobagem, 3 a 0, com Everton Ribeiro.

Harisson entrou no segundo tempo. O Paysandu lembrou aquele time vibrante da Ilha do Retino. Confusão na área e Thiago Potiguar diminuiu. Com 3 a 1, o "impossível" virava "quem sabe". Poderia se transformar em "dá sim" se Adriano Magrão tivesse acertado a cabeça. Vanderlei pegou no susto.

O árbitro Guilherme Cereta de Lima deu o ar da graça. Tiago Costa não tocou em Rafael Silva, mas o pênalti foi marcado. Paulo Rafael fez justiça com as próprias mãos (ou com uma mão só) na cobrança de Everton Ribeiro.

Quando o Paysandu era melhor, Rafael Silva caía na área de novo, derrubado por Paulo Rafael, expulso na hora. O meia Harison foi para o gol e nem chegou perto de pegar a cobrança de Tcheco.

4 a 1.

Complicou.

Complicou mesmo.

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