O técnico Edson Gaúcho "estreia" nesta terça-feira no comando do Remo. Estreia porque será contra o Náutico, em Boa Vista, que o Leão terá o real toque do recém-chegado treinador.
Jamilton estará no gol no lugar de Adriano, lesionado nas costas. E tem tudo para permanecer, já que o "Paredão", tecnicamente e fisicamente, já não é mais o mesmo. Ávalos, que nem sentou no banco diante do Penarol, agora é titular, ao lado de Diego Barros, zagueiro com mais agilidade que Edinho.
Mas a maior mudança está no meio-campo. Serão três meias ofensivos e não dois, como era de costume. Só André marca, enquanto, Chiquita, Reis e Leo Medeiros armam. Leo Medeiros faz sua estreia, assim como Mendes, substituíndo o lesionado Fábio Oliveira. Tudo para o Leão voltar com mais três pontos de Roraima.
Pressão da torcida é algo pouco provável em Boa Vista. O Náutico está longe de ser um clube de massa nem Roraima. Baré e Atlético Roraima tem mais apelo. Ainda assim, estão atrás dos clubes paulistas, cariocas e até do Fortaleza, paixão trazida pelos migrantes cearenses que hoje vivem no estado mais setentrional do Brasil.
Sem muito dinheiro, o clube roraimense trouxe jogadores que disputaram o Campeonato Amazonense. Mais da metade do time que será escalado pelo técnico Serginho Gois vem do estado vizinho. Ainda falta entrosamento e ainda tem a pressão da estreia. Enquanto o Remo vai para o terceiro jogo, o Náutico ainda está no primeiro. Cortesia da agência de viagens que cuida do transporte da Série D e não faz nem ideia da geografia do Norte do Brasil.
Segundo colegas de imprensa amazonenses, o zagueiro Thiago Brandão, um dos novos jogadores, carece de altura e técnica. Mendes adoraria saber disso.
Mas os homônimo do Timbu pernambucano ainda conseguiu garimpar boas peças no Amazonas. Como o lateral Alberto, o melhor da posição no último amazonense,mas que acabou dispensado depois que a diretoria do Fast descobriu que ele costumava complementar sua renda jogando futsal.
Quem deve ser a peça principal do Náutico é o meia Vidinha, de 32 anos, uma testemunha da última boa fase do futebol do amazonas. Era ele o titular do São Raimundo nos tempos em que o Tufão disputava a Série B do Brasileiro.
Pouco para bater o Remo.
Basta o Leão respeitar o time de Roraima.
Outro Vilhena no caminho azul é dispensável.
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