Durante a Série C do Brasileiro, torcedores de Águia e Paysandu podem olhar para um jogador de um dos oito adversários e pensar: "já vi esse cara em algum lugar". Saiba que viram mesmo e foi por aqui. Em todos os times, há pelo menos um paraense ou um jogador que passou por aqui.
Saiba quem são os conhecidos
Santa Cruz - Desde 2011, o Santa tem como cão de guarda o volante Chicão, o marabaense que ajudou o Remo a se salvar do rebaixamento na Série B de 2006. Para "equilibrar" o Santa, o ex-bicolor Luciano Henrique (foto) chegou no início desse ano. Execrado pela torcida do Papão (injustamente, para este blogueiro), agora é ídolo em Pernambuco.
Luverdense - Fábio Gaúcho (foto) fez a linha "não fede e nem cheira" no Paysandu. No Guaratinguetá "fedeu" e saiu logo no início do Paulistão. O gaúcho então foi sentir cheiro de milho e soja em Lucas do Rio Verde.
Fortaleza – Cleo fez seus gols na Tuna e ninguém ligou. Também encontrou as redes vestindo a camisa do Cametá e pouca gente deu bola. O faro de gol do baixinho castanhalense foi sentido lá na Paraíba. Com Cleo, todo final de semana era festa de São João para a torcida do Treze. Após três anos de reinado no Galo da Borbrema, foi para o Fortaleza, onde já começa a se tornar ídolo.
Salgueiro – Elvis morreu na Curuzu. Contratado por empréstimo junto ao Sport, Elvis trouxe consigo a fama de bon-vivant e habilidoso meio-campo. Só confirmou a primeira. E depois disso, pediu pra sair sem deixar a menor saudade. Herói do acesso de 2010, Clebson continua no Carcará.
Guarany de Sobral – Quando surgiu no Ananindeua, André Mensalão chamou mais a atenção pelo curioso apelido do que pelo futebol. O menino que costumava treinar com a camisa do PT foi revelar sua habilidade na Tuna, onde formou dupla com Lineker e fez os gols que ajudariam a Tuna a não cair. Sem ver o mensalão, digo, o salário no Souza, foi para o Guarany de Sobral, onde também evitou a queda do Cacique do Vale.
Cuiabá – Sem nunca ter passado por categorias de base, Leandro Cearense foi parar no Vila Rica. Se destacou e logo pulou para o Abaeté. Só ficou um tempinho no Guará. Foi para o Cametá e passou a ser cortejado por Remo e Paysandu. Preferiu o Vila Nova e acabou rebaixado. Resolveu ficar no centro-oeste e foi seduzido pelo Cuiabá. Junto com ele, veio Wegno, talismã do Independente na campanha do título paraense de 2011.
Rio Branco – O Estrelão foi atrás de quem já esteve as margens do rio Tocantins. O paranaense criado em Santa Catarina Alencar Baú foi reserva de Adriano no Remo e mais tarde, se tornou ídolo do Cametá. Do Mapará também veio do zagueiro Rubran, cria da base. Juliano César foi o terror contra Remo e Paysandu na Série C e sem muito o que fazer lá pelo Acre no fim de 2009, foi ajudar o Cametá na Primeira Fase do Parazão. Os cametaenses se classificaram e para alívio de remistas e bicolores, voltou ao Estrelão logo depois.
Icasa – Baixinho, meio gordinho e quieto, Marcelo Brás ainda faz muito remista ter enxaqueca. Pelo Rio Branco, ele foi decisivo na eliminação do Remo na Série C de 2008, resultado que até hoje reflete no Baenão. O carrasco remista joga no clube carrasco bicolor. Eis o verdadeiro eixo do mal.


Luciano Henrique demorou a se firmar nessa volta a Pernambuco. Virou titular do Santa no meio do segundo turno e tá jogando bem, mas não chega a ser ídolo. Ídolo mesmo é Dênis Marques.
ResponderExcluirQue prazer ter sua audiência, doutor. Abraço!
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