segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fogueira das vaidades

Flávio Lopes tem um currículo de poucas conquistas como treinador.

Só conquistou a extinta Sul-Minas com o América-MG, em 2000. O Paranaense de 2001 pelo Atlético-PR e o Potiguar de 2005 pelo ABC-RN.

Três títulos em 12 anos.

Mas o que ex-meia fez no Remo quase equivale a um título.

Classificou, ainda que por vias tortas, para a Série D do Brasileiro, um time sem padrão de jogo, desmotivado e tecnicamente fraco.

Salvou a pátria remista e a de dirigentes que há anos se julgam especialistas em futebol, mesmo depois do time que ajudaram a montar.

Mas a vaidade dessa gente é insaciável.

Ficaram enciumados ao verem o técnico ser o centro das atenções e botar o dedo na ferida dos conturbados bastidores do clube.

Esperavam por alguma desculpa para verem Lopes fora do caminho.

Os 3 a 0 do Re-Pa é tudo o que queriam.

"Ou ele ou eu", diz um cartola, que ainda afirma: "não respiro o mesmo ar que ele".

Nem madame gagá faria papelão tão ridículo.

Mais uma vez, o ciúme masculino no caminho do futebol paraense.

Se nessa queda de braço, o perdedor por Lopes, é melhor o remista desistir de dias melhores.

Porque é a prova de que o futebol do Pará está comprometido com o amadorismo.

Um comentário:

  1. A torcida e os sócios são omissos...ninguém faz nada para mudar o Clube do Remo!

    ResponderExcluir