domingo, 27 de maio de 2012

Betinho vai. Dirigentezinho fica.

Depois de várias tentativas, o Remo finalmente conseguiu perder o meia Betinho. O sul do Brasil é o destino mais provável do meio-campo, mais um talento do Apeú, que vai embora sem que renda um único tostão ao clube.

Betinho poderia nem estar mais no Baenão. Quando ainda estava na base, o meio-campo treinava e viajava diariamente. Como todos sabem, o Remo ainda não possui alojamentos para hospedar os diamantes que esperam por lapidação em todo o Pará. Enquanto Cruzeiro, Santos e Inter buscam talentos aqui, os cartolas remistas preferem bajular forasteiros veteranos.

Se Betinho ainda está no Baenão, é porque na época, um político local se ofereceu para pagar as passagens.

O meia de passadas largas e futebol elegante começou a ser aproveitado no time principal em 2010. Mas a grande chance veio em 2011, na série de amistosos que o Remo fez pelo interior. Se destacou e seria uma das estrelas do time de 2012. Não foi.

Como todo garoto, Betinho era propenso a irregularidade. Processo normal no amadurecimento de um jogador. Mas vá explicar isso para a torcida, que passou a vaiá-lo a tal ponto, que ele chegou a ficar de fora de uma partida por falta de condições psicológicas. O torcedor que tanto pede a valorização do talento local, é o mesmo que se torna neurótico ao ver um erro de um paraense, mas é generoso com os atletas de fora. Médico e monstro sentam na mesma arquibancada.

Betinho afirmou que queria continuar caso o Remo fosse para a Série D. Ninguém o procurou para renovar contrato. Estavam mais preocupados com estrelas como Deivison, Juliano e Edu Chiquita.

E assim, Betinho vê seu contrato se encerrar e vai deixar o clube, que não receberá um único tostão. Joinville, Criciúma ou América-MG são os principais destinos. E os cartolas azulinos, que fecham a cara e fazem biquinho quando são chamados de amadores, vão ficar a ver navios.

Eles não aprendem mesmo.

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