terça-feira, 1 de maio de 2012

Quem manda é o Mandi!


Estou sempre falando e escrevendo sobre o futebol paraense, seja na TV ou neste blog. Mas peço licença aos leitores porque nesta quarta-feira, meu coração estará na zona leste de São Paulo. Mais especificamente, no bairro da Móoca. De lá, pega uma longa estrada rumo a Marília.

Ás 15 horas, o Guaçuano, time da terra onde fui criado, enfrenta o Juventus, na Rua Javari pela penúltima rodada da segunda fase da Série A-3 paulista. Um estádio que rende homenagem a um guaçuano. Logo na entrada do folclórico estádio, lá está um busto de Clóvis, zagueiro que fez história pelo Moleque Travesso e é natural de Mogi Guaçu.

Caso vença o Juventus, a torcida do Mandi, como é conhecido o Guaçuano, em homenagem a um peixe abundante no rio Mogi Guaçu, vai acompanhar o jogo da noite, entre Marília e Grêmio Osasco, no Bento Abreu, em Marília. Se o Grêmio não vencer o MAC, o Guaçuano chegará pela primeira vez em sua história a Série A-2.

Se hoje estou nesta longa estrada do jornalismo, a camisa verde e branca do Mandi é uma das responsáveis. De 1996 até 2005, acompanhei a trajetória do time de Mogi pela 4ª, 5ª e até 6ª divisão. Foi acompanhando o Guaçuano que atuei como repórter pela primeira vez. Vi jogadores com fome, passando mal no meio de alguns jogos por falta de remédios e até uso de drogas. Vi uma administração que deixaria constrangido até os dirigentes do futebol paraense.

Enquanto isso, nossos vizinhos de Mogi Mirim viam o Sapo na elite paulista e até na Série B do Brasileiro. Nesta época, a diversão de quem ia ao estádio Alexandre Augusto Camacho, o "Camachão", era rir com alguns torcedores alterados etilicamente, sugerindo aos nossos "craques" irem ao Cheiro da Maçã, uma boate na saída da cidade de moças nada aconselháveis

Longe de casa, comecei a ver que os tempos de jogadores sendo mandados ao sórdido inferninho ficavam mais distantes.. Em 2011, ouvi pela internet a vitória por 3 a 2 para o Votuporanguense que nos tirou da Quarta Divisão. Entramos na A-3 como candidatos ao rebaixamento. E hoje, a Série A-2, o mais forte torneio estadual de acesso do Brasil, é quase uma realidade. Não vou citar os nomes dos nossos destaques porque precisaremos deles na Copa Paulista, classificatório para a Copa do Brasil. Quem sabe Remo ou Cametá não encontram com o Mandi ano que vem?

A terra de Vitor, Humberto, Babá e Chicão merece.

Vamos subir, Mandi!

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