terça-feira, 8 de maio de 2012

Afinal, é o Roberval

Se era para o Paysandu abrir mão do bom relacionamento de Lecheva com o elenco bicolor, que fosse em prol da experiência. Nisso, a diretoria bicolor acertou na contratação de Roberval Davino.

Ao contrário de Roberto Fernandes, Sérgio Cosme ou Edson Gaúcho, Davino é pouco afeito a declarações bombásticas. Mas conhece como poucos como tirar muito de pouco. Dirigindo clubes de grande torcida, mas de pouca estrutura, conquistou dois títulos brasileiros de Série C. Em 2005, foi com o Remo, superando clubes como América-RN e Ipatinga.

Mas o alagoano fez grande parte da carreira no interior paulista, celeiro de jogadores de grande qualidade e baratos, exatamente o que o Paysandu precisa neste momento. Provavelmente este seja a grande vantagem na contratação.

Porém, de nada vai adiantar a experiência de Davino em divisões inferiores e o talento para extrair pedras preciosas em lugares menos badalados se dirigentes do Papão não controlarem seus egos. Basta de diretor dando palpite em escalação. Chega de criação de factóides para auto-promoção de "aspones" na mídia radiofônica e que só servem para desestabilizar o elenco na hora em que a estabilidade é mais urgente.

O Paysandu não precisa de mais um "Caso Sandro" ou "Caso Edson Gaúcho".

Precisa de paz.

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