quinta-feira, 24 de maio de 2012

Parazão. Não é hora de mudar?

Por maioria de votos, o Parazão 2013, assim como de 2014, será exatamente igual aos anos anteriores. Com oito times, disputando dois turnos e o campeão de cada turno disputando o título paraense.

Acredito que 10 clubes seria melhor. Mas oito não é um número ruim. Justiça seja feita, bom ver que o Pará não seguiu a tendência da maioria dos estados do Brasil, que incharam seus estaduais e os tornaram absolutamente desinteressantes. Tente assistir Grêmio Catanduvense e Oeste no Campeonato Paulista, que você vai entender o que digo.

Em matéria de regulamento, o Parazão não é dos piores. Campeonato fácil de entender a fórmula, sem grandes pirotecnias. Simples. Mas acredito que seja hora de mudar.

O Parazão deveria servir como preparatório para as séries C e D. Um campeonato onde um clube pode ficar até um mês sem jogar não serve a esse propósito. É mais ou menos esse o tempo de espera dos clubes que não se classificam para as semifinais de turno.

Uma competição que não exija regularidade durante um longo período também não serve como teste. Turno e returno, com quatro times se classificando para uma semifinal, poderia ser uma excelente opção. Seriam 14 jogos e um estadual que ocuparia 18 datas apenas, contra 24 do Parazão atual, permitindo aos times das Séries C e D uma longa preparação, com direito a uma inter-temporada. O regulamento atual, além de fazer com que o campeonato fique apertado no calendário, perdoa erros. O time que não se classifica no primeiro turno, pode recomeçar do zero. O Brasileiro não é assim.

O Parazão também precisa de uma Segunda Divisão forte, onde os clubes possam jogar mais, criando rivalidades no interior. O estadual não pode viver apenas do Re-Pa.

Se quiser sobreviver, o Parazão precisa repensar sua forma.

O conteúdo pode ficar mais interessante.

P.S - O presidente do Independente, Delei Santos, queria um Parazão com 10 clubes e fazendo com que os rebaixamentos de São Raimundo e do próprio Galo fossem perdoados. Não conseguiu e saiu mais cedo da reunião. Nenhum dirigente aliás, trouxe uma proposta alternativa. A passividade mata também o futebol paraense.

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